— Cobiçando meu homem? Você não tem o direito!
Quando Rafaela disse isso, a cor desapareceu por completo do rosto de Pietra.
Perder dinheiro e ainda ser humilhada em público...
Em toda a sua vida, nunca fora tratada assim. Seus olhos ficaram hostis.
— Você...
Pietra avançou com os olhos injetados, mas imediatamente se deparou com a expressão dura de Fabiano.
Em silêncio, a pressão pesada ao redor dele bastava para causar arrepios.
Intimidada por aquela postura, Pietra paralisou, levando muito tempo para se recuperar.
Quando voltou a si, o grupo já se dirigia à saída.
Pietra mordeu o lábio e virou-se para os capangas, rosnando: — Vão impedi-los!
Eles ganharam 7 bilhões...
Se não recuperasse o dinheiro, o que diria a seu pai?
— Sim.
O funcionário assentiu, pegou o rádio e avisou os guardas da porta: — Peguem o pessoal na saída! Cuidado para não incomodar os outros clientes!
Após passar o recado, ele virou-se para Pietra com respeito: — Não se preocupe, Senhorita Pietra. São apenas eles, não vão conseguir sair.
Eles devolveriam o dinheiro na mesma medida em que o haviam tomado.
— Bum...
Assim que o homem fechou a boca.
Uma explosão ensurdecedora ecoou do lado de fora do saguão, sacudindo o prédio inteiro.
— O que foi isso?
Pietra ergueu os olhos e caminhou apressada em direção à porta.
Mas, após alguns passos...
— Bum!
Outra explosão violenta disparou.
O lustre de cristal caríssimo, pendurado no teto, desabou no chão, estilhaçando-se.
Os clientes correram para a saída.
Dentro e fora do cassino, o caos se instalou.
— Senhorita Pietra, eles...
Os seguranças entraram correndo. Com expressões nervosas, avisaram: — Alguém os estava esperando do lado de fora. Nossos homens não os alcançaram.

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