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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 296

— Cuidado.

Rafaela Ribas desligou o celular, olhou para ele e disse educadamente:— Obrigada, Irmão André.

Aquele "Irmão André" soou incrivelmente doce.

Todo o mau humor de André Carneiro durante o trajeto desapareceu, e um sorriso radiante surgiu em seu rosto bonito.

— É uma honra para mim.

Os dois atravessaram o jardim e acabaram de entrar no saguão.

Antes mesmo que pudessem se firmar, o Velho Senhor Carneiro, apoiado em sua bengala, caminhou animadamente em direção a eles.

— Rafaela voltou! Deixe o vovô ver se você emagreceu.

Na cozinha, o casal Henrique Carneiro, ouvindo o barulho, também saiu apressado.

— Rafaela, você voltou!

Débora Galindo abriu os braços e abraçou Rafaela Ribas, muito animada:

— A tia estava morrendo de saudades! Preparei muitas coisas gostosas, coma bastante daqui a pouco.

André Carneiro foi subitamente empurrado para o lado.

Ele fez um bico, já estava acostumado.

— Obrigada, tia.

De repente, todos cercaram Rafaela Ribas, enchendo-a de perguntas e carinho.

O entusiasmo era tanto que ela mal conseguia lidar.

— Seu Irmão Samuel foi buscar algo, ele volta já. — Débora Galindo acariciou o rosto de Rafaela Ribas e disse com ternura: — Deve estar cansada, peça para o André Carneiro te levar lá para cima para descansar um pouco.

— Certo.

A garota sorriu, muito educada.

André Carneiro a levou para o terceiro andar.

Ela esperava um simples quarto de hóspedes, mas quando a porta se abriu, revelou um quarto de princesa recém-decorado.

Era fácil perceber que os móveis, a decoração... tudo era de marcas de luxo, extremamente caro.

Dava para sentir o quanto a família a valorizava.

Então, era assim que se sentia tendo uma família.

— O que o Irmão Samuel faz? — Rafaela Ribas sentou-se no sofá e ergueu o olhar para André Carneiro, que fora encarregado de descascar lichias para ela, perguntando em voz baixa.

Ele faz cirurgias em mortos.

Se ele dissesse isso, provavelmente seria muito abrupto e assustaria Rafaela.

André Carneiro pensou um pouco e respondeu com seriedade:

André Carneiro ia na frente, com Rafaela Ribas logo atrás.

Um na frente do outro, caminharam em direção ao saguão.

Assim que chegaram à curva da escada, ouviram conversas vindas do saguão.

Da perspectiva de Rafaela Ribas, ela podia ver uma figura alta e imponente, de costas para ela.

O homem estava falando naquele momento.

Aquela voz... parecia um pouco familiar.

Antes que Rafaela Ribas pudesse reagir, a voz animada de Débora Galindo soou:— Samuel, sua irmã chegou!

Ao ouvir isso, o corpo de Samuel Carneiro enrijeceu, ele se levantou abruptamente e se virou.

— Irmã...

Mal a palavra saiu, ele viu a garota parada atrás de André Carneiro, segurando uma tigela de lichias, e encontrou seus olhos límpidos e brilhantes.

Aqueles olhos...

Para Samuel Carneiro, que passara as últimas dez horas com ela, eram terrivelmente familiares.

Sua irmã era... Noite?

O coração do homem deu um salto, e o sorriso em seu rosto congelou, desfazendo-se centímetro por centímetro.

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