— Fabiano Matos, você acha que eu sou o quê, um fantasma?
André Carneiro tirou os óculos de sol, jogou-os com raiva no carro esportivo e disse, irritado:
— Rafaela, venha aqui com o Irmão André.
Na sua frente, abraçando sua irmã. Ele estava querendo morrer?
Ao ouvir isso, os lábios de Fabiano Matos se curvaram em um leve sorriso. Em vez de soltá-la, ele se tornou ainda mais ousado, inclinando-se até o ouvido da garota e sussurrando com a voz rouca:— Rafaela, seu Irmão André está sendo mau comigo de novo.
André Carneiro:— Porra, que teatro é esse?
Fabiano Matos semicerrou os olhos, forçando um sorriso de resignação, e disse em voz baixa:
— Tudo bem, a culpa é minha. Afinal, sou o namorado da Rafaela. É normal aguentar a fúria do cunhadinho.
André Carneiro hesitou por um momento, depois riu de raiva.
Como ele nunca havia percebido antes o quão descarada essa raposa velha podia ser.
Espere... O que ele disse? Namorado da Rafaela?
Eles estavam namorando oficialmente agora?
— Rafaela...vocês...
André Carneiro olhava para os dois, boquiaberto, com a língua presa.
Sua irmãzinha inocente tinha sido conquistada.
Embora soubesse que esse dia chegaria, ouvir isso em voz alta ainda era um choque difícil de aceitar.
— Rafaela, entre no carro primeiro. — André Carneiro abriu a porta do carro, irritado.
Rafaela Ribas não se moveu, lançando um olhar profundo para André Carneiro, como se o estivesse advertindo para não tocar em Fabiano Matos.
André Carneiro estava prestes a explodir de raiva.
Mal começaram a namorar e ela já estava do lado dele?
Raposa velha, que métodos!
— Fique tranquilo, não vou bater nele. — André Carneiro revirou os olhos e resmungou para si mesmo: — Eu também não conseguiria vencê-lo, porra.
— Entre primeiro. — Fabiano Matos sorriu com o canto dos olhos, apertou a mão da garota e riu baixo. — Vou trocar umas palavras com seu Irmão André, consolar o coração ferido dele.
Rafaela Ribas sentou-se obedientemente no banco do passageiro e olhou para André Carneiro.
Ele estava parado, de braços cruzados, olhando para eles com uma mistura de raiva e impotência.
Sua expressão era sombria, seu olhar, ressentido.
Parecia que só ela poderia consolá-lo.
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Rafaela Ribas estava sentada, com os olhos baixos, conversando no celular.
Apenas por estar ali, sua aura era forte e um tanto intimidadora.
Parecia que apenas quando estava com aquela raposa velha, Fabiano Matos, era possível ver o lado encantador de Rafaela.
Longe dele, ela era bastante assustadora.
André Carneiro engoliu em seco, tentando quebrar o clima estranho, mas não sabia como começar.
Pelo menos aquela raposa velha tinha um pingo de decência, sabendo que sua irmã ainda era jovem e mantendo os limites.
Mas...
Ele disse à família que um amigo estava cuidando de Rafaela.
E no final, esse amigo acabou "cuidando" dela até demais...
Quando o avô e os pais descobrissem, será que descontariam nele?!
Naquele momento, André Carneiro estava em pânico.
Meia hora depois, o carro esportivo parou na Vila de Carneiro.
André Carneiro desceu primeiro, abriu a porta do carro e pegou a bolsa de Rafaela Ribas por iniciativa própria.

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