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O Sócio do Meu Marido, Meu Segredo Proibido romance Capítulo 5

Saí de casa antes de Eduard acordar.

Não foi um gesto dramático. Não houve porta batendo nem despedida silenciosa carregada de significado. Apenas me vesti, peguei a bolsa e saí com a sensação incômoda de que ficar ali exigiria mais de mim do que eu estava pronta para dar naquela manhã.

O elevador desceu rápido.

No estacionamento, o ar da madrugada ainda estava fresco, limpo, e por alguns minutos dirigi com o rádio desligado, deixando o silêncio organizar o que a noite tinha bagunçado.

Nada tinha acontecido.

Essa era a verdade.

E, ainda assim, algo insistia em ocupar espaço demais na minha cabeça.

Cheguei cedo à empresa. Cedo o suficiente para o prédio ainda estar despertando, para os corredores estarem vazios, para o trabalho parecer uma promessa de ordem. Entrei na minha sala, larguei a bolsa na cadeira e liguei o computador com um alívio quase físico.

Trabalho era concreto.

Pensamento tinha consequência.

Abri contratos, revisei cláusulas, respondi e-mails com rapidez excessiva. Precisava me distrair. Preencher cada intervalo de silêncio antes que ele fosse ocupado por lembranças que eu não tinha convidado.

Mas elas vinham mesmo assim.

A sala 12.

O jeito como Adrian observava sem pressionar.

A frase que não pedia resposta — você está fingindo.

Fechei os olhos por um segundo e respirei fundo.

Não havia desejo consciente ali.

Havia curiosidade.

E isso me incomodava mais.

Adrian Weiss não era o tipo de homem que se confundia com facilidade. Ele se movia com intenção, falava pouco, observava demais. Havia algo nele — uma reserva, um controle — que dava a sensação de que nem tudo estava à mostra.

Que tipo de coisa um homem como ele escondia?

Não segredos banais. Não fraquezas óbvias. Mas escolhas. Limites que ele decidia quando cruzar. Pessoas que ele observava antes de se aproximar.

Afastei o pensamento com impaciência.

Eu era casada.

Fiel.

E estava ali para trabalhar.

A batida na porta foi leve demais para anunciar qualquer urgência.

— Entra — respondi, sem tirar os olhos da tela.

A presença foi sentida antes de ser vista.

— Bom dia, Rachel.

Levantei o olhar no mesmo instante.

Adrian estava parado à porta, sem paletó, pasta de documentos na mão, expressão perfeitamente neutra. Profissional. Nada que justificasse o leve ajuste na minha postura — ou a atenção súbita do meu corpo.

— Bom dia — respondi, controlada. — Posso ajudar?

Ele entrou e fechou a porta atrás de si com cuidado. Sem pressa.

— Preciso revisar alguns pontos do contrato da expansão — disse, caminhando até a mesa. — Eduard pediu para resolver direto com você.

Colocou a pasta sobre a mesa e abriu na página certa. Trabalho. Tudo dentro do esperado. Ainda assim, o olhar dele demorou um segundo a mais do que o necessário quando encontrou o meu.

— Chegou cedo — comentou.

— Dia cheio.

— Imagino.

Ele se inclinou para apontar um trecho do documento. O gesto reduziu a distância entre nós sem invadir. O perfume discreto. A voz baixa. O cuidado em não tocar.

CAPÍTULO 5 1

CAPÍTULO 5 2

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