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O Sócio do Meu Marido, Meu Segredo Proibido romance Capítulo 4

Depois da sala 12: POV Rachel

A noite chegou rápido demais depois do que tinha acontecido na sala 12.

Nada de concreto.

Nenhuma linha cruzada.

E, ainda assim, tudo parecia fora do lugar — inclusive eu.

A casa estava silenciosa quando cheguei. Silêncio de coisa intacta. De rotina que funciona. De tudo no lugar — menos eu. Tirei os sapatos perto da porta e caminhei descalça pelo corredor, sentindo o chão frio me ancorar por alguns segundos.

Respirar.

Parecer normal.

Seguir.

No banheiro, prendi o cabelo com um elástico frouxo e encarei meu reflexo. O rosto era o mesmo. Talvez os olhos não. Havia algo ali que não existia antes — uma inquietação que não se resolvia com banho quente nem com a promessa de dormir cedo.

Abri o chuveiro. A água caiu forte, quente, e por alguns minutos eu fiquei ali, deixando o barulho abafar pensamentos que insistiam em voltar. Não pensei nele. Evitei o nome como se fosse uma palavra proibida.

Funcionou por exatos três minutos.

O gesto contido.

O olhar atento demais.

A frase que não pedia resposta: você está fingindo.

Fechei os olhos com força, como se isso bastasse para apagar imagens que não deveriam estar ali.

Tomei banho com mais cuidado do que de costume. Escolhi uma camisola que não era nova, mas também não era a mais simples — algo confortável, mas que ainda me fizesse sentir mulher. Passei um hidratante leve nos braços, no pescoço, um perfume discreto. Nada exagerado. Nada que parecesse pedido.

Quando terminei, a cama ainda estava vazia.

Sentei na beira, esperando.

Eduard chegou pouco depois, falando ao telefone. A voz baixa, focada, atravessando a casa antes mesmo da presença dele. Desligou já no quarto, largou o paletó na cadeira e afrouxou a gravata.

— Oi — disse.

— Oi.

Ele me olhou rápido, um olhar que registra, mas não permanece.

— Jantou? — perguntei.

— Na empresa. Reunião longa.

Sempre havia uma explicação pronta.

Ele começou a se trocar enquanto eu permanecia ali, sentada, observando aquele homem jovem, bonito, bem-sucedido — o homem que eu ainda chamava de marido — e tentando lembrar quando tinha sido a última vez que nós dois tínhamos realmente parado um para o outro.

— A reunião foi pesada? — tentei.

— Normal. — Ele vestiu a camiseta. — O Adrian resolveu umas pendências importantes hoje.

O nome caiu entre nós como algo que não deveria estar ali.

— Ele é eficiente — continuou. — Facilita muito as coisas.

Assenti. Sorri pequeno. Fiz tudo certo.

Quando Eduard se deitou, eu não virei de costas.

Cheguei mais perto devagar, deixando que meu corpo falasse antes de qualquer palavra. Minha mão deslizou pelo braço dele, sentindo a pele quente, o músculo firme sob os dedos.

Era um toque lento, consciente — não um pedido, uma escolha.

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