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O Preço do Adeus romance Capítulo 472

Como ele ainda poderia mantê-la presa ao seu lado?

Ela deveria ser livre!

O cigarro nos lábios já havia queimado até o fim. Benjamin Freitas apagou a ponta no cinzeiro e acendeu outro.

A noite de inverno soprava fria e cortante. Benjamin Freitas passou ali a noite inteira.

Ele queria que o tempo passasse mais devagar, assim poderia adiar um pouco mais o confronto com a realidade.

Ao mesmo tempo, desejava que o tempo voasse, para que Valentina Lacerda pudesse ser livre e feliz o quanto antes.

Quando a escuridão da noite enfim cedeu, o cinzeiro diante de Benjamin Freitas já transbordava de bitucas.

Ele se levantou da cadeira, ergueu o olhar para o último andar do prédio de internação.

Ficou assim por um longo tempo, até desviar o olhar e, finalmente, deixar o hospital.

Valentina Lacerda não teve uma boa noite de sono.

Ela sonhou com aquela cena que não visitava seus sonhos havia muito tempo: via-se caída novamente em uma poça de sangue, desesperada discando o mesmo número de telefone repetidas vezes, recebendo em resposta apenas a voz fria e mecânica da gravação...

Acordou assustada, olhos abertos, percebendo que estava deitada na cama do hospital.

Naquele instante, sentiu-se confusa, incapaz de distinguir o que era sonho e o que era realidade.

Sentou-se rapidamente na cama, aflita, e levou a mão ao ventre.

Com uma mão acariciou a barriga, com a outra procurou o celular, até que notou a marmita esquecida num canto do quarto.

Que bom, que bom que tudo aquilo era real.

Ela realmente estava grávida de novo. E, de fato, estava prestes a se separar de Benjamin Freitas.

Lembrou-se das palavras da Dra. Castro, que alertara para a anemia severa e o possível impacto no desenvolvimento do bebê.

Valentina Lacerda preocupava-se com a criança. Pensou um pouco e decidiu pedir ajuda à esposa do seu mestre, para que ela a auxiliasse com algum tratamento natural.

Pegou o celular e, justo quando ia mandar uma mensagem, viu que Benjamin Freitas havia enviado uma.

"Nos vemos hoje às dez da manhã no cartório."

Valentina Lacerda fitou aquela mensagem, surpresa por um instante.

Ela estava pensando justamente em combinar com a esposa do mestre e depois ir ao cartório com Benjamin Freitas.

Não esperava que, dessa vez, Benjamin Freitas tomasse a iniciativa.

Ela respondeu:

"Certo, nos vemos às dez."

Olhou as horas: já eram nove.

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