— Valentina, você veio rir da minha desgraça, não é?!
Ao ver a Estrela doente agora, deve estar ansiosa para que alguma coisa aconteça com ela, para que eu tenha uma perda igual a você...
— Cale a boca!
Benjamin ordenou a Helena num tom duro.
Ele chamou os dois guarda-costas para que detivessem Helena.
— Benjamin, diga para eles me largarem!
A Estrela ainda está na sala de emergência, eu quero ficar aqui para esperar a Estrela acordar. Com certeza, quando ela acordar, a primeira pessoa que vai querer ver sou eu!
Helena se debatia.
Ela estava morrendo de medo de que algo acontecesse entre Valentina e Benjamin ali mesmo, com medo de que, quando o médico saísse, dissesse o que não devia.
Mas como o Benjamin a ouviria?!
Ele exclamou, frio:
— Qualquer um aqui se importa mais com a Estrela do que você!
Dê o fora e volte para a enfermaria!
É melhor que você reze para a Estrela estar bem; caso contrário, vou fazer você se arrepender!
A crueldade de Benjamin deixou Helena em choque, mas ela sabia perfeitamente que não podia fraquejar naquele momento, pois isso a tornaria mais suspeita aos olhos de Benjamin.
Acreditando que Benjamin não tinha nenhuma prova, ela reclamou e exigiu que ficasse para acompanhar a Estrela.
Apenas com um olhar de Benjamin, os dois seguranças logo disseram:
— Srta. Barbosa, com licença!
Com isso, os dois guarda-costas levaram Helena embora.
O corredor comprido da sala de emergência por fim ficou calado.
Benjamin ficou ao lado de Valentina: — Peço desculpas; a Helena é muito indelicada com as palavras, não ligue para ela.
Valentina se virou e encarou Benjamin.
— Você está pedindo desculpas no lugar dela?
Benjamin respondeu: — É claro que não!

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