Quando ela viu o que tinha dentro do pote térmico, ficou apavorada.
Quando estava prestes a voltar para perguntar à Helena o que era aquele sangue, uma van comercial preta parou na frente dela.
Dois homens desceram do carro e foram direto na direção dela.
O pote térmico em suas mãos foi roubado por eles, e o carro rapidamente partiu.
Do que aconteceu depois, ela não se lembrava de mais nada.
— A bolsa de sangue...
Vanessa tentou ao máximo se lembrar de algo, mas não conseguiu recordar nada.
Ela saiu da cama, querendo pegar o celular e perguntar para Helena o que diabos estava acontecendo.
A porta do quarto se abriu de repente, e Hugo Medeiros entrou.
— Professora Vanessa, a senhora acordou?
Vanessa não tinha nenhuma lembrança do homem na sua frente.
— Quem é você?
Hugo Medeiros perguntou: — A Professora Vanessa ainda se lembra do que aconteceu ontem à noite?
Vanessa balançou a cabeça em confusão.
— Eu... só me lembro que fui ao hospital, e depois...
Ela não mencionou nada sobre a bolsa de sangue. Ela sabia que fora Helena quem a colocara ali. Antes de descobrir as intenções de Helena, não podia falar sobre isso por aí.
Hugo Medeiros apenas presumiu que a Professora Vanessa havia esquecido tudo.
Ele abriu a maleta de medicamentos.
— Professora Vanessa, não se preocupe, eu sou o médico da família do Diretor Freitas. Ontem à noite, a senhora teve um pequeno acidente. O Diretor Freitas e a Sra. Freitas me pediram para cuidar bem da senhora. Agora vou fazer um check-up básico e, mais tarde, vou acompanhá-la ao hospital para uma avaliação mais detalhada.
Vanessa se sentou no sofá, tentando se lembrar do que aconteceu na noite passada, mas continuava sem nenhuma lembrança.
— Diretor Freitas? Sra. Freitas?
São o Benjamin e a Valentina?
Como eles arranjaram você para cuidar de mim?
Ontem à noite, o que eu fiz, afinal?
Hugo Medeiros ajeitou os óculos.

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