— Seu desgraçado!
Valentina Lacerda xingou enquanto levantava a mão, querendo bater de novo.
Pegando Benjamin Freitas de surpresa, a bofetada anterior o deixou atordoado.
Felizmente, ele reagiu rápido e desviou do próximo tapa.
— Valentina Lacerda!
Ele exclamou com voz fria.
Benjamin Freitas acendeu o abajur ao lado do sofá e, ao olhar para Valentina, percebeu que ela estava completamente embriagada.
Ela semicerrava os olhos, encarando um objeto decorativo de marca famosa à sua frente, e começou a insultá-lo:
— Benjamin Freitas, seu canalha! $%&*#
Nesse momento, o rosto de Benjamin Freitas estava mais escuro que noite sem lua.
Valentina havia confundido o enfeite com ele.
Só agora ele percebia que sua Sra. Freitas, ao xingar, era capaz de ser tão vulgar!
Benjamin franziu a testa e, sem paciência, pegou a mulher que se debatia no sofá e a ergueu nos ombros.
De repente, ao se ver no ar, Valentina se assustou, batendo nele desordenadamente com as mãos.
— Ah! Quem está aí? Quem é? Ah, socorro, não quero andar de montanha-russa!
— Estou com medo! Ahhh!
Benjamin resistiu ao tormento sonoro.
Ele deu um leve tapa no traseiro de Valentina.
— Fique quieta!
Não se sabia se fora pela força dele ou pelo efeito do álcool, mas Valentina, sem entender nada, simplesmente vomitou de repente, soltando um “uááá”.
Todo aquele conteúdo foi despejado em cima de Benjamin Freitas.
Depois de esvaziar o estômago, Valentina finalmente sossegou.
Já Benjamin, nesse momento, tinha o semblante completamente carregado.
Se não conhecesse o temperamento de Valentina ou se ela soubesse que ele estava no quarto, Benjamin até desconfiaria que aquilo fora de propósito.
Tirando o casaco dela e a colocando na cama, Benjamin sentiu o cheiro desagradável em si mesmo.



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