Charles desligou o telefone sem dizer uma palavra.
Um suspiro súbito rompeu o silêncio quando Jessica se sentou de repente na cama, os olhos se abrindo com rapidez. “Pai...!”
O teto branco e estéril a encarava, os vestígios do pesadelo ainda grudados nela como teias de aranha.
Uma voz grave cortou sua desorientação: “Você acordou.”
Ela virou a cabeça lentamente e viu Charles sentado ao seu lado, a mão dele presa na sua, com os nós dos dedos brancos de força.
“Eu...”
“Você perdeu muito sangue”, ele disse, antes que ela pudesse terminar. “Mas os médicos chegaram a tempo.”
As lembranças voltaram... A visita ao Dr. Chortleheim, o estacionamento do hospital, o pano encharcado em química e então... nada.
Uma dor surda latejava no pulso. Ela olhou para baixo e viu o braço enrolado em grossas ataduras. “Minha mão...?”
“Cortaram seu pulso e te deixaram sangrar até morrer.” O tom dele era enganadoramente calmo, mas os olhos carregavam uma promessa de violência.
Jessica o encarou. “O quê? Meu pulso foi cortado?”
“Quem faria isso...” Ela não conseguia imaginar tamanha maldade. Alguém que usasse medidas tão extremas para tirar sua vida.
Charles balançou a cabeça. “Não sei.”
“Você não me salvou? Quem me sequestrou?”
“Estão mortos.”
A palavra caiu como um martelo. “Mortos?” Como os atacantes dela podiam estar mortos antes dela?
Enquanto Charles contava os acontecimentos, uma verdade terrível ficou clara... Os assassinos que tentaram matá-la haviam desaparecido, levando seus segredos junto.
Então ela se lembrou. As mãos voaram para mexer nos lençóis.
“O que você procura?”, Charles perguntou, confuso.
“Você viu meu celular?” A mente dela disparou, aquelas fotos comprometedoras do caso de Rhea estavam lá, sem backup. Sumiram. Tudo sumiu.
Charles negou com a cabeça. “Não.”
Ele estudou a expressão desesperada dela. “Vou arrumar um novo para você.”
“Não é só trocar o celular...!” Ela se conteve, mordendo o lábio. Qual seria o sentido de explicar agora? As fotos que flagravam Rhea e o Dr. Declan Hanson, beijando, enrolados, estavam perdidas para sempre.
Ela soltou um suspiro forte, a frustração transbordando. “Eu devia ter feito backup...”
O olhar de Charles ficou mais atento. “Tinha algo importante nele?”
Ah não. Uma urgência nova a fez se mexer desconfortável. Ela precisava ir ao banheiro.
Ele continuou olhando para ela. Então, num movimento fluido, puxou as cobertas para trás e a pegou no colo.
Jessica ofegou, prendendo as mãos atrás do pescoço dele enquanto a carregava em direção ao banheiro.
“Quando seu marido está por perto”, disse ele, com ironia seca: “Enfermeiras são desnecessárias.”
Ele entrou com ela no banheiro do quarto.
Jessica respirou fundo, os dedos torcendo nervosamente a barra do vestido hospitalar. Sim, ele era seu marido legalmente, mas ainda havia limites entre homem e mulher...
Antes que pudesse protestar, Charles já a havia acomodado cuidadosamente no vaso sanitário. As mãos dele ficaram um instante na cintura dela, segurando firme. “Você consegue sozinha?” A voz profunda soava irritantemente tranquila enquanto o olhar dele se fixava no dela. “Ou quer ajuda com a roupa?”
A forma clínica com que ele falou, como se comentasse o tempo, fez suas bochechas queimarem ainda mais.
“E-Eu... eu consigo!” Ela acenou freneticamente com as mãos, quase perdendo o equilíbrio no assento.
Charles se endireitou, mas não saiu do lugar. “Cuidado.”
Ele simplesmente... ficou ali. Observando.
Jessica arregalou os olhos. “Você poderia, talvez, virar-se? Ou, melhor ainda, sair daqui?”
Como vou fazer xixi com seu olhar me perfurando assim?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....