Aqueles desgraç*dos vão pagar com a própria vida se fizerem algum mal a ela!
O carro de Charles acabara de deixar os limites da cidade quando Flint ligou de novo. “Sr. Hensley, seguimos o veículo até uma fábrica abandonada. Estou enviando as coordenadas agora. A Sra. Hensley deve estar lá dentro. Estamos vigiando o carro deles para que não fujam.”
“Capturem eles... Vivos.” A voz dele era mortal.
O sedan preto rasgava a noite como um predador, os faróis cortando a escuridão enquanto Charles acelerava rumo ao prédio abandonado.
A fábrica surgia à frente, com suas janelas quebradas parecendo órbitas vazias. A luz da lua vazava pelas frestas, pintando as paredes desmoronadas de um prateado fantasmagórico.
Charles desligou o motor e avançou como uma sombra em direção à entrada. Movia-se com cautela, sem saber se havia criminosos esperando para atacá-lo. Não queria alarmá-los e fazer com que machucassem Jessica.
A porta de ferro enferrujada estava entreaberta. Silêncio. Só o som da própria respiração.
Ele escorregou para dentro, os sentidos afiados como navalha.
Ao entrar, não viu sinais de pessoas. A luz da lua entrava pela janela de ferro, mas mal dava para distinguir algo. Ele vasculhou o ambiente e congelou. Havia alguém estendido no chão de concreto!
Charles semicerrava os olhos. Parecia Jessica!
O coração lhe saltou na garganta enquanto o resto do mundo desaparecia. Ele correu até ela. “Jessica...”
Agora tinha certeza de que não havia outros criminosos naquela fábrica abandonada. Só Jessica estava lá.
O ar lhe faltou quando entendeu o motivo de terem deixado ela sozinha ali. O corpo dele ficou rígido assim que a viu.
Jessica estava imóvel no concreto frio, os pulsos amarrados com uma corda grossa. Uma poça de vermelho escuro se espalhava por baixo dela, brilhando sob a luz da lua... Sangue ainda escorrendo do corte profundo no pulso.
A raiva, cega, explodiu no peito dele. Se aqueles criminosos ainda estivessem por perto, ele os teria matado ali!
“Jessica...” O nome escapou dos seus lábios, cru e desesperado. Sabia que ela não podia ouvi-lo, mas uma parte tola dele desejava que seus olhos se mexessem.
As mãos se moveram antes que a mente conseguisse processar, as fibras da corda se romperam sob sua fúria. Ele rasgou o próprio casaco para fazer um torniquete improvisado e impedir que o sangue continuasse a escorrer. Ela já havia perdido muito sangue, pelo cheiro pegajoso no ar.
Eles não tinham só sequestrado ela. Tinham a deixado para sangrar até a morte, lentamente, como um animal abandonado.
Charles enrolou rápido o pulso de Jessica e a pegou nos braços, com passos urgentes. Levou-a até o carro e a acomodou cuidadosamente no banco do passageiro. Enquanto colocava o cinto, seu olhar demorou no rosto pálido dela, o peito apertou dolorosamente ao ver aquela cena.
Sem pensar, passou os dedos levemente pela bochecha dela, a voz baixa e firme, quase um comando. “Você não tem minha permissão para morrer.” Em seguida, bateu a porta e disparou rumo ao hospital da cidade, o motor rugindo em protesto.
A agulha entrou na veia dele, o vermelho escuro enchendo a bolsa em pulsos constantes. Assim que terminou, a enfermeira retirou.
“Por favor, fique aqui e descanse”, instruía. “Se sentir tontura, avise.”
Ele já estava de pé, puxando a manga com movimentos rápidos e precisos. “Não preciso disso. Só quero que usem o sangue logo!” O olhar não permitia discussão, ele esperaria do lado de fora da sala de cirurgia e não sairia dali.
A enfermeira hesitou, surpresa pela intensidade no olhar dele, antes de assentir e sair apressada com o sangue.
Charles voltou para seu posto de vigília na porta da sala de cirurgia, o celular vibrando no bolso. Atendeu na hora.
A voz de Flint soava tensa do outro lado. “Sr. Hensley, seguimos o carro conforme o senhor ordenou. Tentamos interceptá-los várias vezes, mas...” Ele pausou. “Na serra, eles perderam o controle tentando fugir. O carro deles colidiu de frente com outro veículo. Os suspeitos... não sobreviveram.”
Charles franziu a testa. “Estão mortos?”
Flint falou com cautela: “Sim. Me desculpe. Falhamos.”
Homens mortos não falam. Isso significava que quem tivesse ordenado o ataque, quem tivesse desejado que Jessica sangrasse sozinha naquele galpão, continuaria nas sombras. Para Charles, seus homens tinham falhado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....