— Se você colocar dessa forma, há um abismo geracional entre nós também — disse Jessica, soltando uma risada.
— De fato, temos uma lacuna — Arthur deu de ombros, sem negar.
— Então, você vai reconhecer essa irmãzinha ou não? — Jessica lançou-lhe um olhar de soslaio.
— Claro que sim. Eu só não posso brincar com ela agora. Vou esperar que ela cresça mais um pouco.
Os lábios de Jessica se curvaram em um sorriso. — Contanto que você a proteja daqui em diante, já é o suficiente.
Charles entrou vindo de fora naquele exato momento, trazendo um convite em mãos.
— O banquete está marcado — disse ele, mostrando o convite a ela.
Jessica o pegou, confusa. — Isso é... você está dando um banquete para a pequena?
Ele assentiu. — Quero que todos saibam que ela é minha filha.
— Você não precisa ter pressa em tornar isso público, precisa? — Jessica não pôde evitar um sorriso irônico.
— Ela é a filha pela qual você arriscou a vida para trazer a este mundo. Ela não veio fácil. Isso é o mínimo que posso fazer. — Ele se certificaria de que todos soubessem que sua garotinha era seu tesouro; ninguém ousaria intimidá-la.
— Se você coloca dessa forma, eu que fiz o trabalho pesado, não fiz? Onde está o meu banquete?
Ele deu um leve beliscão na bochecha dela. — Você vai realmente disputar atenção com ela por causa disso?
— Não estou disputando. Só quero saber se você se importa comigo.
Ele deslizou um braço pela cintura dela e tocou a ponta de seu nariz. — Com quem mais eu me importaria se não fosse com você? — Ele se inclinou ao ouvido dela, soando um tanto misterioso. — Tenho um grande presente para você quando chegar a hora.
Isso despertou a curiosidade de Jessica. — Oh? Que grande presente?
— Se eu te contar agora, perde a graça. Apenas espere — disse ele, com os lábios se contorcendo num sorriso.
Arthur já estava imune às demonstrações públicas de afeto deles. Geralmente, ele entenderia a deixa e sairia de fininho, mas não desta vez.
Ele olhou para o pai. — Você está dando um banquete para a minha irmã. Como é que eu nunca ganhei um? Nenhuma festa de mesversário, nenhuma comemoração de aniversário... eu não sou seu filho biológico?
Ele não estava tentando roubar o brilho da irmã, mas, convenhamos, não era para haver favoritismo.
E, honestamente, até hoje, o pai ainda não o havia reconhecido publicamente como seu filho.
Charles lançou-lhe um olhar de soslaio. — Você já está crescido. Não precisa de um banquete, certo?
— Isso não é justo! A idade não é o ponto. É sobre se você me valoriza! — Arthur sentia que tinha status zero naquela casa.
— Mamãe, você chegou! — Flora se iluminou, esticando os braços para ela.
Elise pegou a filha e beijou sua bochecha. — Você chegou tão rápido?
— O papai me trouxe de carro. Ele disse que ia me levar para ver minha priminha. — Flora não via a mãe há dias e ainda era muito apegada a ela.
Ao ouvir isso, Elise olhou para o homem à sua frente. Ele estava com uma expressão de quem lhe deviam uma fortuna.
— Este é um evento familiar. Por que trazer alguém que não é da família? — Jim lançou um olhar para Rex, a voz pingando deboche.
— Ele é meu amigo. Eu perguntei à Jessica, e ela disse que eu poderia trazer um amigo — disse Elise.
Rex olhou para Jim com um meio-sorriso. — Os anfitriões não se importam comigo. Sr. Nielsen, você não deveria ter problemas também, certo?
Os olhos de Jim se estreitaram levemente, com um frio por trás deles. O olhar de Rex estava implorando por uma surra.
— Talvez devesse focar em consertar meu carro primeiro. Você ainda tem disposição para festas? — Jim o lembrou. Aquela irmã dele tinha destruído o carro de Jim, e ele ainda não havia sido reparado.
O sorriso de Rex endureceu, mas ele logo disfarçou. — Que tal eu apenas lhe pagar e você comprar um novinho em folha?
Aquele carro estava praticamente com perda total de qualquer maneira. A conta do conserto daria para comprar outro sem pensar duas vezes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....