Ela nem sabia para onde ir. De repente, tinha perdido o rumo.
“Ou você prefere ir para o exterior?” A Sra. Scott percebeu a confusão em seus olhos. Se ela realmente quisesse desaparecer, deixar o país rumo ao estrangeiro seria a melhor decisão.
Para o exterior?
Kendra baixou o olhar para o sangue em sua palma. Se Albus morresse, ela não seria capaz de recuperar tudo o que pertencia à família Leng?
Por que fugir?
Ela poderia procurar os anciãos que apoiavam seu pai. Eles ainda não haviam aceitado que aquele pirralho ingrato do Albus assumisse o controle do Império da Noite Sombria.
Um brilho de determinação cintilou em seus olhos. Ela se voltou para a Sra. Scott. “Não vou para o exterior. Eu sei para onde ir. Obrigada por me ajudar desta vez.”
“Não foi nada. Mas… se você vai sozinha, tome cuidado”, lembrou a Sra. Scott.
“Eu ficarei bem. Não vou morrer hoje.” Um espírito de luta ardia no peito de Kendra. “Deixe-me descer logo à frente.” Ela tinha coisas a fazer.
“Aqui?” A Sra. Scott hesitou. Aquele trecho era o meio do nada.
“Sim.”
A Sra. Scott imaginou que ela não queria que ninguém a rastreasse. Ela disse ao motorista para encostar.
Parada do lado de fora, Kendra olhou para ela dentro do carro. “Você me ajudou. Devo-lhe um grande favor. Se algum dia precisar de mim, é só falar.”
Além da Sra. Scott, ninguém mais havia movido um dedo por ela quando estava na pior.
“Conversaremos mais tarde. Fique segura”, disse a Sra. Scott com um sorriso suave.
Enquanto o carro se afastava, a Sra. Scott observava Kendra diminuir no espelho retrovisor até desaparecer, e soltou um suspiro baixo.
Só então Charles teve a chance de falar. Ele a puxou para seus braços. “Hora de recolher seu coração e colocá-lo em mim e em sua filha, não acha?” Ele soava como se ela o estivesse ignorando há uma eternidade.
Ela se encostou no peito dele. Com ele ali, sentia-se envolvida por uma aura de segurança.
“Eu deveria te agradecer. Caso contrário, não teria conseguido ajudá-la.” Se os homens dele não tivessem detido o pessoal de Albus, ela e Kendra não teriam escapado.
“Se é o que você quer fazer, eu te apoio. Não precisa agradecer.”
Ela ergueu a cabeça, sorrindo para o rosto bonito dele. “Você não tem medo de me mimar demais?”
“O que eu deveria fazer? Você é a mãe do meu filho.”
“Apenas a mãe do seu filho?” ela fez beicinho.
Penelope não entendia aquela onda de emoção. Ela apenas continuava chamando: “Mamãe…”
A Sra. Scott enxugou as lágrimas. “Não vou te deixar de novo. Vou cuidar muito bem de você. Se alguém te tratar mal, eu vou lutar contra eles.” Pensar que Fiona fora tão cruel com Penelope ainda a deixava furiosa.
Charles aproximou-se e envolveu mãe e filha em seus braços. “Menina boba. Não diga bobagens. Você acha que eu não estou aqui?”
“Mamãe, essa pequena é realmente minha irmã de sangue?” Arthur acabara de chegar do internato e ouviu que agora tinha uma irmã.
“Sim, ela é.” A Sra. Scott não conseguia parar de sorrir para a filha. Naquele momento, aquele rostinho era o seu mundo inteiro.
“Espere, ela não é a criança que o papai teve com outra mulher lá fora?” Arthur não esquecera que Fiona existia, mesmo estando fora por meses.
Com isso, o sorriso da Sra. Scott desapareceu. Ela finalmente tirou os olhos da filha e olhou para ele, séria. “Ela é minha e do seu pai. Não de outra mulher.”
“Tem certeza?” Arthur ainda não conseguia processar a ideia de ter uma irmã do dia para a noite.
“Muita certeza. Pare de questionar de onde ela veio. Você é o irmão mais velho dela.”
Arthur sempre quis um irmão. Quando a mamãe perdeu o último bebê, ele havia desistido da ideia.
“Sou mais de dez anos mais velho que ela. Sinto que vai haver um abismo entre nós”, ele resmungou, gostando de Penelope, mas um pouco perdido por tornar-se irmão de repente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....