Albus lançou-lhe um olhar fulminante, reprimindo o ardor que sentia no peito, e continuou à espera.
Depois de um longo tempo, finalmente vieram sons do lado de fora, e ele virou a cabeça imediatamente.
Kendra foi trazida numa cadeira de rodas. Ela tinha se arrumado um pouco. Um vestido amarelo-pálido, sem mangas, delineava sua silhueta, revelando pulsos finos e alvos — infelizmente, envoltos em bandagens.
Seu longo cabelo caía pelas costas. Seu rosto pouco expressava, mas aquele antigo gelo e orgulho ainda habitavam seus olhos.
No momento em que Albus a viu, ele se perdeu em pensamentos. Parecia estar vendo a antiga Senhorita Flora, a Kendra de sempre.
Era assim que ela deveria ser, não aquela prisioneira maltrapilha.
Ele de alguma forma havia esquecido que fora ele quem a tornara uma prisioneira.
— Você chegou — saudou Jessica.
— Sim — respondeu Kendra, sem conceder sequer um olhar a Albus.
Ele despertou do transe, franziu a testa e fingiu irritação. — Seja mais rápida da próxima vez. Não me faça esperar.
Kendra parou a cadeira ao lado de Jessica e disse friamente: — Se não pode esperar, comece sem mim.
O franzir de testa de Albus apenas se intensificou. Sua voz baixou enquanto ele ordenava aos empregados da casa: — Sirvam a comida.
Os funcionários apressaram-se a arrumar a mesa.
— O jantar está bem farto hoje — comentou Jessica, um pouco impressionada.
Ela olhou para Kendra. — O que você deseja? Eu pego para você. — Ela mantinha em mente que a mão ferida de Kendra tornava o ato de comer uma tarefa árdua.
— Obrigada, eu cuido disso. — Kendra recusava-se a ser tratada como um peso morto.
Ela tentou alcançar o garfo, mas no momento em que levantou a mão, uma dor aguda rasgou a ferida. Ela respirou fundo e tentou persistir, forçando-se a conseguir — apenas para o garfo escorregar e tilintar no chão.
Um funcionário correu, pegou-o e colocou um garfo limpo para ela.
A frustração ardeu intensamente. Ela não conseguia nem segurar um garfo agora?
Cada centelha dessa dor era culpa de Albus.
— Sua mão está muito mal. Não tente ser forte demais. Diga-me o que quer — disse Jessica ao presenciar a cena.
— Tragam-na para cá — disse Albus aos funcionários.
Ao ver que Kendra não conseguia sequer segurar um garfo, e pensando nos cortes profundos em sua mão, uma pontada de angústia apertou seu coração.
Antes que Kendra pudesse recusar, os funcionários obedeceram e a levaram para o assento ao lado de Albus.
Jessica continuou comendo, mas sentia como se estivesse sendo alimentada à força com demonstrações de afeto alheias. Até os melhores pratos pareciam um pouco insossos.
Ainda assim, ela percebeu um lado diferente de Albus. Ele realmente se importava com Kendra.
O jantar encerrou-se sob um silêncio estranho. Os funcionários começaram a retirar os pratos.
Kendra estava pronta para voltar ao seu quarto, mas Albus disse: — Vou levar você ao jardim.
— Não estou de humor. — A última coisa que ela queria era um tempo a sós com ele.
— É por isso que vamos. — Ele não lhe deu escolha e empurrou a cadeira de rodas para fora.
Kendra explodiu, a raiva faiscando. — Não tente se aproximar de mim. Não importa o que faça, não aceitarei me casar com você.
— Não estou aqui para falar sobre isso — disse ele categoricamente. O casamento poderia esperar. Se ele decidisse que era necessário, não seria uma escolha dela.
— Não sabia que você podia ser tão sem-vergonha — retrucou Kendra, destilando sarcasmo.
— Há muito que você não sabe. Tenho tempo para lhe ensinar.
— Vá para o inferno...
A noite caiu. Um calafrio percorreu o jardim, e Kendra espirrou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....