Um sorriso de escárnio surgiu nos lábios de Kendra enquanto ela encarava Albus de cima para baixo. “Você quer tanto assim se casar comigo? Não tem medo de que eu me levante à meia-noite e crave uma faca em você?”
Albus deslizou uma mão no bolso, com um ar de indiferença. “Você acha que eu permitiria que isso acontecesse? Recupere sua saúde. Pare de bobagens.”
Ele se virou para Jessica. “Continue colocando juízo na cabeça dela.” Em seguida, ele saiu — era hora de conversar com a tia Marianna sobre o casamento.
No momento em que ele deu as costas, Kendra agarrou um travesseiro e o arremessou contra ele. “Desista! Eu morreria antes de me casar com você!”
O travesseiro bateu contra as costas dele. Não doeu, mas as palavras dela atingiram o alvo com precisão.
Ele olhou por cima do ombro, com um sorriso de desdém. “Você não tem mais o direito de dizer não.” Dito isso, ele se afastou a passos largos.
“Seu... cretino!” Kendra golpeou o colchão com o punho, fumegando de raiva.
Algo pareceu despertar em sua mente. Ela virou a cabeça rapidamente para Jessica, com urgência. “Você não disse que me ajudaria? Mexa-se. Agora.”
Jessica olhou para as bandagens em suas mãos e pés. “Tem certeza? Seus ferimentos—”
“Não são nada. Não serei forçada a este casamento. Não vou entregar o que restou do legado da família Cold para ele.”
Ela não era ingênua. Sabia por que Night Huasu estava tão desesperado para empurrá-la para o casamento com Albus: aquele era o último vestígio do patrimônio da família Cold, e ela não permitiria que ele o tomasse.
Jessica entendia o impasse em que ela se encontrava. Albus realmente tinha ido longe demais, e ela também não conseguia engolir aquilo.
“Tudo bem. Vou preparar tudo.” Se Kendra pudesse partir logo, Jessica também poderia retornar à Residência Hensley mais cedo.
Ela sentia falta de sua filha...
Naquela noite, Kendra finalmente concordou em jantar com Albus.
Na sala de jantar, antes de ela chegar, Albus ordenou que a equipe da casa decorasse o ambiente com flores frescas.
Eles não comiam juntos havia eras, então ele estava, na verdade, com um humor razoável.
“Sr. Hugh, este lugar está bom para as flores?” perguntou uma criada.
Albus olhou para as rosas vermelhas vibrantes nas mãos dela e balançou a cabeça. “Ela nunca gostou de cores berrantes. Troque-as por margaridas.” Ele se lembrava dos gostos dela até nos mínimos detalhes.
A equipe apressou-se em substituir as flores brilhantes.
Jessica entrou bem a tempo de presenciar a cena. Ela se aproximou. “É apenas um jantar, mas você realmente se empenhou, hein.”
Albus limpou a garganta. “Eu aprecio um senso de cerimônia. Não é por ninguém em particular.”
“Eu confio em você. Eu confio, ok?” Albus finalmente cedeu.
“Mas que atitude é essa, hein?” Jessica lançou-lhe um olhar de soslaio.
Albus respirou fundo, engolindo seu orgulho. “Srta. Nielsen, você poderia, por favor, me dar o que está em sua mão?” Se não fosse por Kendra, ele jamais se dobraria dessa forma.
Jessica estava absolutamente se divertindo às custas dele. Ela deu um sorriso malicioso e passou a caixa para a criada. “Acenda-as — sobre a mesa e ao redor da sala.”
A criada pegou a caixa e saiu apressada.
“Ah, e embora ela tenha concordado em jantar com você, não diga nada que possa provocá-la — como pressioná-la a se casar”, alertou Jessica.
Os olhos azuis de Albus se estreitaram, sua voz baixando o tom. “Não preciso que você me diga como falar.” Ele seguiu para a sala de jantar.
Observando as costas dele, Jessica murmurou: “Ainda com essa atitude detestável.”
A equipe colocou os pratos na mesa e finalizou a decoração. Tudo o que restava era a entrada de Kendra.
“Por que ela ainda não chegou?” Albus esperou por um tempo e ainda não a vira. Ele franziu a testa para Jessica.
Jessica não se apressou. “As mãos e os pés dela estão feridos. Movimentar-se não é fácil. Então espere. Não seja tão impaciente, rapaz.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....