Se ele trouxesse Jessica de volta, tudo o que ela fizera antes teria sido em vão.
Por isso, não importava o que acontecesse, ela precisava fazer Charles voltar para casa. No momento, a única coisa capaz de atraí-lo era a filha deles.
Ela olhou para a pequena Penelope, que chorava copiosamente em seus braços, e sentiu que não restava alternativa senão fazer a criança sofrer mais uma vez.
Quando Charles entrou, a febre de Penelope ainda não havia baixado. Ela chorara por tanto tempo que sua voz estava rouca.
Ao ver a filha naquele estado, o rosto dele gelou instantaneamente. A fúria o atingiu como um trem de carga. “Como vocês estão cuidando dela? Três de vocês e uma casa cheia de criadas não conseguem dar conta de uma criança?”
Ninguém ousava respirar. Cabeças se baixaram por todos os lados, todos temendo ser o próximo alvo.
Mavis não esperava que ele explodisse daquela forma. O rosto frio e esculpido dele a perturbou e, por um momento, ela perdeu a fala.
Apenas a Sra. Laurent se pronunciou. “Sr. Hensley, a pequena senhorita adoeceu de repente hoje. Fomos pegas de surpresa. Talvez seja a mudança no tempo, e ela sempre foi frágil.”
Temendo que a Sra. Laurent dissesse algo errado, Mavis engoliu o nervosismo e apressou-se em acrescentar: “O tempo realmente mudou rápido demais. Eu estive com ela o tempo todo e, ainda assim, não cuidei bem dela. A culpa é minha, como mãe.”
“Não, a culpa é minha. Eu fiquei no turno da noite com a pequena senhorita. Fiquei com muito sono tarde da noite e acabei cochilando. Talvez tenha sido quando ela se resfriou. Se precisar culpar alguém, culpe a mim.” Demi, como sempre, assumia a responsabilidade.
Charles lançou-lhes um olhar gélido. Ele não queria mais ouvir explicações.
“O médico da família já veio”, disse Mavis em voz baixa. “Ele disse que é apenas um resfriado e febre por causa do frio. Ele receitou remédios e ela já os tomou. Ela está chorando porque está desconfortável.”
O rosto de Charles permanecia tempestuoso. Até gritar com elas parecia perda de tempo. Ver a filha tão miserável apertava seu coração.
“Se tantas de vocês não conseguem manter uma criança bem, então eu não preciso de vocês.” Seus traços frios e bem definidos não vacilaram. Uma única frase fez todos estremecerem.
“Demi, Sra. Laurent, vão acertar seus pagamentos com Bryan. Não precisamos de vocês aqui. Vou contratar ajuda mais profissional para minha filha.” Ele as estava demitindo sumariamente.
Ambas as mulheres levaram um choque. Demi implorou imediatamente: “Sr. Hensley, eu admito que errei. Por favor, não me demita.”
Mavis não esperava que as coisas chegassem a esse ponto. Ela estava acostumada a ter Demi como cúmplice, então correu para interceder: “Sr. Hensley, por favor, dê a ela outra chance…”
“Eu já dei chances o suficiente. Quando foi que não houve negligência da parte dela?” Ele a interrompeu, com a voz cortante como gelo.
A essa altura, a Sra. Laurent sabia que falar a verdade era sua única chance de manter o emprego.
Assim, ignorando a expressão horrível de Mavis, ela contou tudo. “Ontem à noite, a pequena senhorita estava chorando de um jeito estranho durante o banho. Eu me aproximei e vi Mavis jogando água gelada nela. Estava um gelo, e foi por isso que ela gritou tanto… Eu não ousei questioná-la na hora. Mas agora a menina está assim tão doente e, a princípio, ela não queria levá-la ao hospital nem chamar o médico. Eu realmente duvido que ela seja a mãe biológica da criança.”
Ela nunca vira uma mãe de verdade fazer aquilo com o próprio filho.
“Eu… se eu não sou a mãe dela, quem é? Sra. Laurent, por que você inventaria mentiras para me incriminar? Eu nunca fiz o que você está dizendo!” O pânico e o medo se entrelaçaram no peito de Mavis. Se aquilo viesse à tona, ela estaria acabada.
“Sou velha demais para inventar mentiras. Apenas contei o que vi”, disse a Sra. Laurent, quase jurando por sua vida.
“Sr. Hensley, não a escute…” Mavis olhou para o homem — ele a encarava fixamente, e aqueles olhos azuis sombrios a faziam tremer.
“Você usou água fria na Penelope?” O olhar de Charles permanecia escuro como a noite, sua voz baixa e pesada.
“Eu… não, não, eu jamais faria isso com minha própria filha. Por favor, acredite em mim…” Mavis estava um farrapo humano, balançando a cabeça repetidamente. Não havia como admitir aquilo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....