“Eu vou cuidar disso. Vai levar algum tempo. Além do mais, preciso ir ao hospital para cuidar da Rhea.”
“Ela está bem? Nada muito sério?” Jessica perguntou.
O rosto de Charles endureceu. Ele apenas disse: “Ela está bem.”
“Mas os relatos diziam que era ácido de alta concentração — e atingiu o rosto dela…”
“Eu assumirei a responsabilidade por ela. Pelo resto da vida dela. Pare de perguntar.” O tom de Charles tornou-se impaciente.
“Você vai assumir a responsabilidade por ela? E quanto à Elise?” Jessica deixou escapar, chocada.
A expressão de Charles azedou. “Não é problema meu. Não falta homem para ela.” Com isso, ele se levantou.
Antes que Jessica pudesse falar, ele acrescentou: “Estarei ocupado nos próximos dias. Já que você está em casa sem fazer nada, ajude-me a cuidar da Flora.”
Ele estava despejando a filha sobre ela?
“O que você quer dizer com ‘não tenho nada para fazer’? Eu também estou ocupada, ok…”
Charles lançou-lhe um olhar de soslaio e bufou. “Para mim, parece que o Sr. Hensley é quem está ocupado — cuidando das coisas da empresa e ainda vindo aqui todos os dias para vigiar você. Por que você não o recebe? Que coisa imperdoável ele fez para te irritar tanto?”
Jessica franziu a testa. Ótimo — como o assunto se voltou para ela?
Ela o dispensou com um gesto. “Vá, vá. Eu ajudo você a cuidar da Flora.”
Charles deu um sorriso discreto. “Obrigado pelo incômodo.” Palavras educadas, mas com zero polidez real.
“Onde você vai?” O Sr. Oscar o prendeu com o olhar.
“Vovô, o senhor não me disse para estabilizar o preço das ações do Grupo imediatamente? Como vou resolver isso se não for ao escritório?” Ele pegou o paletó, jogou-o sobre o braço e acenou um adeus ao velho.
“Nunca fala sério”, resmungou o Sr. Oscar, carrancudo.
Assim que Charles saiu, uma empregada entrou e disse a Jessica: “O Sr. Hensley está aqui novamente. A senhora ainda não vai recebê-lo?”
Jessica o rejeitou, da mesma forma que nos últimos dias. “Não. Diga a ele para parar de vir aqui me amolar todos os dias.” Se ele não resolvesse a situação com Fiona, não havia a menor chance de ela vê-lo.
“Receba-o se for preciso. O que você está fazendo, vivendo de favor na casa da sua mãe?” O Sr. Oscar estava cansado de vê-la dia após dia.
“Não vou embora. Vou continuar vivendo de favor totalmente.” Jessica sorriu, apenas para provocá-lo.
O Sr. Oscar não se deu ao trabalho de responder. Ele pediu à Sra. Rice que o ajudasse a levantar. “Faça como quiser.” Então ele se dirigiu ao jardim para uma caminhada.
No portão dos Nangong, o Sr. Hensley recebeu a mesma resposta: não.
“Eu já coloquei uma compressa térmica nela e dei alguns antitérmicos. Ela deve melhorar logo”, rebateu Fiona, com a paciência se esgotando.
A Sra. Laurent só podia se inquietar. Uma febre alta em uma criança que não cede é perigosa. E se fritar o cérebro dela?
Por que Fiona, a mãe dela, não estava nem um pouco ansiosa?
“Ela ficou doente porque você deu um banho gelado nela ontem à noite?” A Sra. Laurent tinha visto Fiona dar um banho de água fria na criança. O tempo já estava frio. Uma criança não aguentaria aquilo.
O rosto de Fiona mudou na hora. Ela lançou um olhar furioso e avisou: “Que bobagem você está falando? Não se atreva a dizer isso na frente do Sr. Hensley.”
Até Demi se manifestou, com o rosto severo para a Sra. Laurent. “Exatamente. Você deve estar confusa. Fiona pode ser lenta às vezes, mas ela não daria banho de água fria na criança. Você se enganou — então não saia por aí falando asneiras para o Sr. Hensley.”
A Sra. Laurent era mais velha, mas havia criado filhos. Ela tinha certeza de que Fiona tinha jogado água fria na criança. Com as duas a alertando, ela fechou a boca.
“Uh… talvez eu tenha me lembrado mal.”
“Certo. Você está ficando senil. Não diga mais uma palavra sobre isso, entendeu?” Fiona disse friamente.
Desde que soube que o Sr. Hensley não voltava para casa porque estava atrás de Jessica, Fiona não teve um único dia de paz.
Então, se Jessica não o perdoasse, ele simplesmente não voltaria mais para casa?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....