Jessica ficou olhando para o celular quando a chamada terminou, soltando um suspiro baixo. Na verdade, parecia que Jim estava em uma situação ainda mais difícil do que ela.
Quando o expediente já estava quase no fim, ela seguiu em direção ao escritório de Charles.
Se não tivesse prometido jantar com ele, jamais teria deixado o laboratório mais cedo, ainda mais com tanto trabalho.
Era óbvio que Charles havia avisado a recepção sobre sua chegada, pois a atendente a cumprimentou com um sorriso e indicou o caminho até o elevador e o escritório do CEO.
Ela entrou no elevador e a subida foi tranquila. Assim que as portas se abriram com um ‘ding’ suave, ela deu um passo à frente.
Enquanto tentava se orientar, alguém virou no corredor em direção ao elevador.
Ela não conseguiu ver quem era e instintivamente se afastou para dar passagem, até que o homem parou bem diante dela. Uma voz, familiar porém distante, chamou seu nome:
“Jessica.”
Ela levantou o olhar e ficou imóvel.
Talvez fosse por quanto ele havia mudado, ou por todo o tempo que havia passado. Ela sabia quem ele era, mas o momento parecia irreal.
“O quê?” Hugh sorriu. “Não me reconhece?”
Antes que ela pudesse dizer algo, ele continuou:
“Bom, já faz mais de dois anos, então acho que não posso te culpar. Quase não te reconheci também.” Ele a examinou de cima a baixo, com um brilho divertido nos olhos. “Afinal, você não é mais apenas Jessica. Agora é a herdeira dos Nielsen.”
Hugh exibia um sorriso confiante. Parecia muito mais maduro do que antes, vestindo um terno sob medida e segurando uma pasta de documentos debaixo do braço a imagem perfeita de um profissional de sucesso.
Seus olhos a analisaram com atenção, e por um instante ele pareceu surpreso. Não esperava que ela estivesse praticamente igual depois de todo aquele tempo, especialmente após o acidente de carro.
Na verdade, ela parecia ainda mais elegante agora. Ouviu-se dizer que estava se destacando como uma promissora designer de perfumes.
Jessica não esperava encontrar Hugh ali. Na verdade, quase já havia esquecido que ele existia.
Todo aquele drama havia desaparecido da sua vida desde que a mãe dele foi internada em uma clínica psiquiátrica. Para ela, aquela página estava encerrada.
Eram praticamente estranhos agora. Não fazia sentido fingir que ainda eram amigos.
Ela apenas assentiu de forma educada. “Oi.”
Hugh estreitou os olhos. “Tão formal assim? O que, me esqueceu de vez?”
Ah, como ela gostaria de ter esquecido. Mas não, amnésia nunca tinha sido uma das suas desculpas.
“Vim ver o senhor Hensley”, respondeu friamente, desviando dele e seguindo adiante.
Hugh não a impediu, apenas lançou um último comentário por cima do ombro: “Você não se lembra que já fui seu namorado?”
Ela parou por um instante. Parecia que se não dissesse algo, ele não iria ficar quieto, muito menos ir embora.
Jessie Nielsen? Até parece.
“Vem aqui.” Ele ainda estava sentado em sua cadeira de couro, com a camisa escura de mangas dobradas, exalando aquela confiança silenciosa e perigosa que parecia natural nele.
Jessica arrastou os pés um pouco, mas acabou se aproximando. “O que foi?”
Assim que se aproximou, ele a puxou para o colo, envolvendo-a pela cintura. Inclinou-se, com seus lábios roçando de leve sua bochecha, o hálito quente estava contra sua pele.
“Por que essa cara emburrada? Quem te irritou?”
“Ninguém me irritou”, ela respondeu rapidamente.
“Não mente pra mim.” Os olhos afiados dele se fixaram nos dela, lendo cada traço de sua expressão.
“Eu...” Ela hesitou, depois confessou: “Encontrei o Hugh.”
“E daí? Ele te incomodou? Ou te disse alguma coisa?”, Charles perguntou.
Jessica se aconchegou nos braços dele, olhando para o rosto bonito à sua frente. Ergueu uma sobrancelha e provocou:
“Se eu dissesse que sim, você como tio dele tomaria meu partido?”
“Depende do que ele fez pra te irritar.”
“Ele...” Os olhos de Jessica vacilaram. Ela ia reclamar, mas acabou dizendo o que havia ocorrido: “Ele disse que é meu ex e perguntou se ainda me lembro dele.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....