Agora tudo fazia sentido ele realmente tinha levado Jessica para ver um psiquiatra. Quanto ao diagnóstico, ela ainda não sabia ao certo.
O que a deixava furiosa era o fato de Flint estar de guarda do lado de fora da sala, o que a impedia de ouvir a conversa e o possível diagnóstico.
Samantha não teve escolha a não ser se esconder num canto e esperar até que eles saíssem.
Mais de uma hora se passou antes que ela finalmente visse o casal saindo da sala. Eles não pareciam irritados, mas Jessica estava meio aérea.
Ao vê-los vindo em sua direção, ela se escondeu rapidamente.
Seguiu-os discretamente até entrarem no carro e partirem.
Então Jessica realmente se consultou com o médico? Mas ela não pegou nenhum remédio. Samantha não sabia se isso queria dizer que ela tinha mesmo algum distúrbio mental ou não.
Ela precisava descobrir. Precisava saber exatamente o que havia de errado com sua rival.
Dentro do carro, Flint dirigia enquanto o casal estava no banco de trás.
Charles lançou um olhar para a mulher silenciosa ao seu lado e segurou a mão dela, que estava um pouco fria. “Em que está pensando?”
Jessica voltou à realidade e o encarou, encontrando aquele olhar profundo e impossível de ler. Seus lábios se entreabriram. “Eu...” Ela hesitou, sem saber o que dizer.
Charles deu leves tapinhas nas costas da mão dela. “Não precisa se preocupar. O doutor Wells já disse: o importante é manter a mente positiva. Não existe cura pra esse tipo de coisa, mas dá pra controlar. Enquanto você manter a calma e evitar estresse emocional, há boas chances de não ter nenhuma crise.”
Jessica sempre soube que a condição herdada da mãe não tinha cura. Jim já tinha levado Brittany a inúmeros médicos ao longo dos anos se houvesse alguma esperança, ele teria contado.
Como Edward disse, o máximo que podiam fazer era administrar, controlar as emoções e reduzir o risco de desencadear qualquer episódio.
“Ele também vai preparar uma receita especial para você. Tome os remédios direitinho, viva bem e mantenha a cabeça erguida”, disse Charles, mais calmo. “E não use isso como desculpa para terminar comigo novamente. Se não quiser ter mais filhos, tudo bem. Já temos um. Mas você ainda terá que se casar comigo.”
“Casar?” Jessica piscou.
Como é que chegamos nesse assunto?
“Sim. Nós vamos nos casar. E nada do que você diga irá mudar o fato de que você é minha.”
Pra Charles, ela não era diferente de ninguém. E daí se carregava aquele gene? Isso não significava que ficaria doente. Por que isso impediria o casamento?
Ainda atordoada, Jessica murmurou: “Pode me dar um tempo? Conversamos sobre isso depois pode ser?”
“Tudo bem. Mas hoje à noite vamos jantar juntos.” É claro que havia condições.
Jantar, pelo menos, ela aguentava. Assentiu. “Tá bom.”
“Passe no meu escritório depois do trabalho.”
Por que ele não me busca?
Por que ela está ligando? Será que se confundiu de novo com a indicação do empresário?
“Mesmo assim, Jessie, obrigada de novo por tudo. De coração. Nunca imaginei que algo que eu amava fazer pudesse virar uma carreira de verdade.”
“Chega, se continuar agradecendo, vou te deserdar como amiga.”
Elise riu. “Tá bom, tá bom, parei. Mas pretendo te pagar um jantar, viu?”
“Combinado. Vamos levar a Flora também.”
“Claro.”
Nesse instante, Jessica se lembrou de algo. “Ei, você não contou pro meu irmão sobre isso, contou?”
Elise ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder. “Minha vida, minhas escolhas. Ele não tem nada a ver com isso.”
Pelo tom de voz, ainda guardava rancor de Jim.
Jessica queria muito reconciliá-los, mas já tinha se metido demais ajudando Elise a entrar no meio artístico. Se continuasse insistindo, seu irmão podia até deixar de falar com ela.
Tudo o que podia fazer era tentar amenizar as coisas. “O Jim não é tão frio quanto parece. Ele...”
“Jessie, preciso ir. Falo com você depois. A gente combina o jantar.” Elise claramente não queria ouvir nada sobre seu ex e encerrou a ligação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....