Kendra caminhava ansiosa de um lado para o outro, com os olhos fixos na tempestade lá fora. Uma das mãos apoiava a base das costas; a outra acariciava o ventre, tentando acalmar o bebê.
Em pouco tempo, ela avistou alguém avançando contra o vento e a chuva em direção à casa.
Ela parou à porta, a urgência queimando em seu olhar à medida que a figura se aproximava... mais perto... cada vez mais perto...
“Albus!”
Quando finalmente viu o rosto dele, ela paralisou.
Albus foi conduzido para dentro por seus homens como um VIP sob pesada escolta. Eles tinham guarda-chuvas, mas era como se não tivessem — ele estava encharcado até os ossos, com a água escorrendo pelos cabelos.
Ele carregava Flora nos braços. Sua expressão era dura e sombria como a tempestade, fundindo-se com o clima impetuoso, o tipo de olhar que deixava qualquer um tenso.
Flora jazia inerte contra ele, de olhos fechados e pele pálida — era impossível dizer se ainda havia vida nela.
“Albus, o que... o que aconteceu?” Kendra sentiu o coração despencar.
Conforme Albus entrava, a água que escorria dele tornava-se vermelha.
Ela olhou mais de perto. Aquilo no chão não era chuva. Era sangue.
“Você está ferido?”
Albus entrou a passos largos, depositou Flora no sofá e disparou: “Pressione o peito dela. Comece a reanimação cardiopulmonar.”
Parecia que Flora havia se afogado.
O foco de Kendra estava inteiramente em seu homem. “Onde você está ferido?” Ela agarrou o braço dele. Ele recuou bruscamente, unindo as sobrancelhas enquanto um gemido baixo ficava preso em sua garganta.
Só então ela percebeu a manga rasgada — um corte brutal ao longo do antebraço, sangrando intensamente.
“Como seu braço ficou assim?” O peito dela se apertou. Urgente, ela perguntou: “Foi porque você salvou a Flora?”
Ele franziu o cenho e respondeu secamente: “Sim.” Ele não entrou em detalhes — não havia necessidade de deixá-la ainda mais preocupada.
“O médico chegou — deixe que ele examine.” O Sr. Bryan já havia chamado o médico da ilha.
“Doutor, por favor, cuide dele.” Kendra afastou-se e, ainda inquieta, perguntou a Albus: “Mais algum lugar? Conte tudo ao médico.”
Vendo o quão abalada ela estava, o canto da boca de Albus subiu levemente. Ele se aproximou e beliscou a bochecha dela. “É só isso. Não entre em pânico. Apenas um arranhão. Seu homem não vai morrer.”
Para ele, aquilo mal contava. O pior ferimento que já havia recebido fora causado por ela — uma lâmina cravada em seu peito que quase o matou.
Kendra bufou, afastando a mão dele. “Eu não estou brincando.”
Espere — o barco dela não tinha virado?
Ela se lembrava de lutar contra as ondas, mas a tempestade era implacável. Ela fora engolida repetidas vezes, arrastada para baixo, afundando, e ao final sentiu a correnteza puxá-la para mais longe.
Então ela havia sido resgatada?
Ela se virou e viu Albus por perto, com o médico enfaixando seu braço. Ela franziu a testa, confusa. “Albus, você está ferido?”
“Graças a você”, disse Albus, com a voz gélida.
“Eu?” Flora pensou por um instante e então arquejou: “Não me diga que você entrou na água atrás de mim?”
“Quem mais seria?” ele bufou.
Flora foi instantaneamente dominada pela emoção. Ainda fraca, ela se lançou nos braços dele. “Albus, eu sabia que você não me deixaria. Você ainda se importa comigo!”
As sobrancelhas de Kendra se contraíram. O instinto falou mais alto — ela estendeu a mão e puxou Flora de cima dele. “Ele já está ferido. Não piore as coisas.”
A primeira reação de Flora foi retrucar, mas ela se lembrou de que ele havia se arriscado para salvá-la. Só isso já trazia um calor presunçoso ao seu peito. Significava que ele ainda se importava, certo?
Por isso, ela não brigou com Kendra. Em vez disso, olhou para Albus com preocupação. “Está muito ruim?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....