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O Pai Bilionário do Meu Filho romance Capítulo 1136

Kendra olhou para ele, com a confusão anuviando seus olhos. Seria realmente como ele dizia? A reação dele fora exagerada demais, e a menção ao acidente de carro de seus pais apenas fez com que suas dúvidas aumentassem.

Mas ela não o pressionou. Sabia que ele não lhe contaria nada sobre seus pais.

...

Mais tarde, exausta, Kendra planejou voltar para seu quarto e descansar.

Lá fora, o céu assumiu um tom cinzento e sombrio. Nuvens pesadas se aproximavam e o vento marinho ganhou força. Uma tempestade estava a caminho.

O administrador da ilha, Tio Chen, entrou apressado e disse a Albus: — Jovem Mestre, a moça que veio com o senhor saiu para o mar hoje. Ela ainda não voltou. Está prestes a desabar o mundo. O senhor deveria entrar em contato com ela e dizer para retornar agora.

Albus não esperava que Flora pegasse um iate após a briga deles.

Ele olhou para o vento, que agora uivava sobre as águas. Com esse clima, um barco poderia virar num piscar de olhos. Se alguém caísse no mar, as chances de sobrevivência seriam mínimas.

Mesmo que Flora tivesse dito o que não devia, ela estava sob a responsabilidade de sua tia. Nada poderia acontecer com ela ali.

Ele pegou o telefone para ligar para Flora.

Um toque soou de uma mesa próxima. Kendra reconheceu — era o telefone de Flora.

— Ela não levou o celular — disse Kendra.

O olhar de Albus gelou. — Que inconsequente.

Ele ordenou que seus homens partissem e trouxessem Flora de volta antes que a tempestade desabasse de vez.

Quatro iates cortaram as ondas, espalhando-se para procurá-la.

Apoiando Kendra, Albus disse baixinho: — Vá descansar no seu quarto. Eu cuidarei disso.

Kendra balançou a cabeça. — Vou esperar aqui por notícias. — Ela também não queria que Flora se machucasse.

Logo, chegou uma ligação de um dos homens.

— Encontramos a Srta. Flora, senhor, mas ela se recusa a voltar. Ela disse que, a menos que o senhor venha, ela morrerá no mar.

Albus quase praguejou. O drama de Flora precisava de um limite.

Ainda assim, ele não podia deixá-la se afogar.

— Fiquem com ela. Estou indo agora — disse ele, desligando.

Kendra ficou tensa. — Você vai sair? — Ela olhou para a janela. A tempestade estava quase em cima deles.

Um estalo como um tiro — uma das árvores além da porta quebrou com o vento.

O som atingiu Kendra como um golpe. O pânico surgiu em seu peito.

— Saiam da frente. Vou encontrá-lo. — Sua voz era cortante como gelo.

Todos os quatro homens caíram de joelhos ao mesmo tempo. — Senhora, o Jovem Mestre nos ordenou protegê-la. Se a senhora se machucar, estamos perdidos. Se insistir em sair, terá que nos matar primeiro. — De qualquer forma, o destino deles seria a morte.

— Vocês... vocês estão tentando me enlouquecer? — Kendra ofegou, os nervos em frangalhos. Talvez fosse o estresse — seu ventre se contraiu, tenso e repentino.

Ela esqueceu por um momento que estava grávida. Pressionou a mão no estômago e sussurrou: — Está tudo bem, bebê. Está tudo bem... o papai está bem também...

— Senhora, por favor, pense na criança — insistiu um dos homens. — O vento está feroz, a chuva é brutal. Se a senhora sair, estará em perigo.

Kendra não conseguia parar de se preocupar com Albus. Mas, nessas condições, não havia como ela sair.

Tio Chen entrou correndo sob a chuva, encharcado. — Senhora, um barco voltou! O Jovem Mestre deve estar retornando. Não se preocupe.

— Ele voltou? Sério? — Kendra inclinou-se para a janela. Na tarde escurecida pela tempestade, ela não conseguia distinguir o mar.

— Sim, voltou. Ele deve estar desembarcando na ilha a qualquer minuto!

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