— Sim, por favor, venha comigo agora.
Elise congelou e, em seguida, apressou-se a empurrá-lo para frente. — Vá. Entre lá.
Jim lançou-lhe um olhar longo e profundo e seguiu a enfermeira para a sala de emergência, com o rosto retesado por uma preocupação que não diminuía.
Lá dentro, ele viu o avô na cama, com um ventilador sobre o nariz e a boca, o peito subindo e descendo com dificuldade. A situação era grave — muito grave.
— Vovô! — Jim correu para a beira do leito e segurou a mão do velho, sentindo um peso esmagador em seu peito.
Os olhos turvos do senhor encontraram o neto. Ele usou o pouco de força que lhe restava para retribuir o aperto, com os lábios tremendo. — A... Jim... — Ele estivera à espera dele.
— Vovô, sou eu. Os médicos estão tratando o senhor. Vai ficar tudo bem.
Mas o patriarca sabia exatamente onde estava. — Eu conheço meu corpo melhor do que eles. Ouça... quando eu me for, você cuidará da Propriedade Nielsen... — Sua respiração tornava-se mais difícil a cada palavra.
Uma dor aguda rasgou o coração de Jim. — O que o senhor está dizendo? Não vai a lugar nenhum!
— Você me ouviu? — O avô apertou sua mão com mais força, a voz reduzindo-se a um sussurro.
Jim estava ficando ansioso. — Eu tenho administrado a Propriedade Nielsen sem problemas. O senhor não precisa se preocupar com isso.
— Faça-a mais forte. Entendeu? — O olhar do avô fixou-se nele, inabalável.
— Pode contar comigo. A Propriedade Nielsen só prosperará sob o meu comando — disse Jim, acrescentando em seguida: — Mas o senhor precisa melhorar para ver isso com seus próprios olhos...
O avô ofegou algumas vezes e sussurrou com a voz rouca: — Eu verei lá de baixo...
— Vovô! — A voz de Jim tornou-se áspera. Algo obstruía sua garganta; doía até para respirar.
— Eu tentei afastar você dela antes. Agora não posso mais controlar nada. Viva como quiser... eu estava errado naquela época...
Pela primeira vez, encarando a figura frágil na cama, Jim sentiu-se verdadeiramente impotente.
— Vovô, pare de falar. Vou chamar o médico...
O avô segurou sua mão novamente. — Não. Eu só queria ver você uma última vez. Faça o que eu lhe disse...
Sua voz desapareceu e seus dedos escorregaram da mão de Jim.
Jim percebeu o que estava acontecendo. O choque o atingiu em cheio, arrancando um grito bruto de seu peito. — Vovô!
— Sra. Hensley, chegou em boa hora. Por favor, fale com o Sr. Nielsen. O velho faleceu. Ele precisa viver o luto. Não há mais nada que possamos fazer — disse o médico rapidamente para Elise.
Nesse momento, Jim a soltou e lançou um olhar frio e mortal para o médico. O homem recuou e saiu apressado.
Elise segurou a mão de Jim, com a voz suave e firme. — Jim, deixe o vovô partir em paz. O que precisamos fazer agora é preparar o funeral dele.
Ele olhou para ela, com os lábios cerrados, em silêncio. Sua mandíbula rígida dizia tudo — ele estava se afogando em dor.
Ela se aproximou e o abraçou primeiro. — Nascimento e morte fazem parte da vida. O vovô apenas foi para outro mundo continuar vivendo. Não deixe que isso o destrua.
Quem sabe se as palavras dela realmente surtiram efeito, mas o olhar dele tornou-se profundo enquanto sustentava o contato visual. — Desculpe. Hoje deveria ser um casamento inesquecível. Agora estou fazendo você preparar um funeral comigo.
Ela fez uma expressão severa. — Não é assim que se diz. Sou sua esposa agora. Estarei ao seu lado, não importa o que aconteça.
As palavras dela tocaram uma corda sensível nele. Seus olhos suavizaram-se, depois escureceram com emoção. — Obrigado por entender.
A notícia do falecimento do patriarca espalhou-se rápido, e os parentes dos Nielsen começaram a prantear no corredor do hospital.
Jessica entrou mais tarde para ver o avô uma última vez. Ela não esperava que um homem que se manteve forte a vida inteira partisse assim, de uma hora para outra.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....