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O Pai Bilionário do Meu Filho romance Capítulo 1110

A noite continuava a descer, cada vez mais escura. Jessie cochilava no pequeno catre ao lado da cama.

Mavis prometera acordá-la exatamente à meia-noite.

Perto da meia-noite, os fogos de artifício começaram a explodir do lado de fora. Do nada, uma lembrança a atingiu — nos tempos de faculdade, o Sr. Tyler organizara um show particular apenas para ela.

Naquela época, ela se sentia a garota mais sortuda do mundo.

Observando as flores de luz desaparecerem, ela instintivamente apertou a mão do homem. Por um batimento cardíaco, ela jurou que ele retribuiu o aperto.

O coração de Mavis deu um solavanco. Ela olhou para baixo. Os olhos dele continuavam fechados. A mão dele não se movia.

Ela observou por minutos, relaxando apenas quando teve certeza de que ele não estava se mexendo. O alívio desabou em uma pesada decepção.

Então era apenas sua mente pregando peças nela. Ela pensou que ele havia respondido. Pensou que ele tinha acordado…

Acontece que ela queria tanto que ele acordasse que chegava a doer.

Seus cílios caíram e as lágrimas correram livres, totalmente fora de seu controle.

Os fogos continuavam trovejando lá fora. O ano novo estava quase chegando…

Ele dormira por um ano inteiro. Ainda nenhum sinal de despertar.

Apenas um ano quase a destruíra. E se virasse dois, três…

Suas lágrimas pingavam nas costas da mão dele, uma após a outra, molhando sua pele.

Ela baixou a cabeça e mordeu o lábio, com medo de fazer qualquer som e acordar a menina que dormia ali perto.

De repente, uma mão grande se ergueu e limpou as lágrimas de suas bochechas. Ela ficou imóvel, então levantou a cabeça num estalo.

Um momento atrás, ele estava apagado, de olhos fechados. Agora, de alguma forma, seus olhos estavam abertos.

Ele estava enxugando suas lágrimas.

Mavis congelou, encarando-o, com medo até de piscar. Estava apavorada de que fosse um sonho, apenas mais uma alucinação.

Até sua respiração tornou-se cautelosa.

“Como… você chorou tanto assim?” A voz dele surgiu rouca, como areia em sua garganta.

Ao ouvi-lo, Mavis recuou, atordoada e fora de si. “V-você acordou? Isso é real? Eu não estou sonhando?”

Ela apertou a mão dele, verificando o calor e a força, buscando seus olhos.

Sim. Seus olhos estavam abertos. Ele estava olhando diretamente para ela.

“Preocupada comigo?”

“Sim.” Ela não escondeu nada.

Ele pegou a mão dela. “Então, você vai voltar para mim?”

Mavis piscou, assustada. Ele acabara de acordar e já estava falando sobre isso?

Ele continuou. “Eu estou divorciado. Tenho o direito de falar sobre reatarmos agora.”

Então ele se lembrava de tudo. Teria ele ouvido tudo o tempo todo, mas simplesmente não conseguia abrir os olhos?

“Eu deveria chamar um médico para te examinar primeiro.” Ela se virou para ir, mas parou de repente. “Certo. É véspera de Ano Novo. A esta hora, não há médico de plantão.”

Ele a puxou de volta. “Não precisa. Eu me sinto bem. Não há nada de errado.”

“Sério?” Ela examinou o rosto dele, preocupada.

Ele deu um puxão suave, atraindo-a para perto. “Eu acordei. Você não precisa mais se preocupar. E não precisa mais se desgastar cuidando de mim. De agora em diante… eu cuidarei de você.”

Seus olhos se travaram e o coração dela disparou em uma corrida.

“Papai! Você acordou? Ou eu estou sonhando?” Jessie sentou-se no catre, encarando o pai — sentado, conversando com a mãe — e mal conseguia acreditar no que estava vendo.

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