— Hm. — Elise assentiu.
— Escute, minha mãe é uma cozinheira de mão cheia. Quando tiver um tempo, apareça para provar o tempero dela — disse Clay, abrindo um sorriso largo enquanto organizava as travessas preparadas pela mãe sobre a mesa.
— Nossa... quanta coisa. Vocês duas vão dar conta de terminar tudo isso? — Clay começou a se preocupar novamente.
— Tio Clay, nós temos uma geladeira aqui. Se não conseguirmos comer tudo, guardamos para amanhã — comentou Flora.
Clay deu um tapinha na própria testa. — É verdade. Onde é que eu estou com a cabeça hoje?
Ele fez uma pausa, lançando um olhar para a cama próxima. — Eu... vou dar uma olhada no Sr. Tyler.
— Vá em frente — disse Elise suavemente.
Clay aproximou-se da cabeceira. — Sr. Tyler, o Ano Novo está quase aí. Espero que acorde logo. — Era tudo o que ele conseguia dizer, e era o desejo compartilhado por todos ali.
Ele retirou-se logo em seguida, para não atrapalhar a refeição das duas.
Elise e sua filha estavam prestes a começar a comer quando alguém bateu à porta novamente.
As duas trocaram um olhar intrigado. Flora perguntou: — Será que o Tio Clay voltou?
Antes que pudessem questionar, a voz vinda do corredor se identificou: — Srta. Elise, sou eu.
Elise reconheceu a voz de Quincy. Àquela hora, ela não deveria estar na Propriedade Nielsen cuidando do Bisavô? Por que estaria no hospital?
“Não me diga que o Bisavô resolveu dificultar as coisas para mim de repente.”
Elise abriu a porta, e Quincy entrou com a naturalidade de quem pertencia àquele ambiente.
— Srta. Elise, estou aqui sob as ordens do Bisavô para trazer o jantar de Véspera de Ano Novo para a senhora e para a Srta. Flora. — Assim que Quincy terminou de falar, o guarda-costas que a acompanhava entrou carregando duas grandes caixas térmicas com alimentos.
Antes que Elise pudesse protestar, o segurança foi direto para a mesa e depositou as caixas.
A pequena mesa quadrada não era grande, e agora estava praticamente sepultada sob tantos pratos.
— Puxa, vocês já têm tudo isso? — Quincy demonstrou surpresa.
— Sim. Minha tia e o Tio Clay enviaram toda essa comida. Se o Bisavô mandar mais, mamãe e eu não daremos conta. É melhor você levar de volta — disse Flora, claramente relutante em aceitar qualquer coisa vinda do Bisavô.
Elise não pôde evitar o espanto. De fato, o Bisavô havia parado de tentar expulsá-la e permitira que ficasse para cuidar de Tyler.
Contudo, ele não tinha vindo visitar Tyler depois disso e basicamente ignorava a existência das duas. Por que essa gentileza repentina?
Aquela benevolência do nada as deixava em alerta.
Após a saída de Quincy, Elise separou a maior parte da comida para os funcionários do hospital.
Finalmente, mãe e filha puderam comer em paz.
Depois do jantar, Flora ligou a TV. A Gala de Ano Novo acabara de começar.
— Papai, vamos assistir juntos. Eu vou te explicar tudo — disse Flora, acomodando-se ao lado da cama com uma paciência infinita.
Elise lavou a louça e guardou as sobras na geladeira.
Ela olhou para pai e filha. Um aperto surgiu em seu peito, e ela precisou engolir o seco para conter as lágrimas.
*Ding* — seu telefone vibrou com uma nova mensagem. Ela verificou: era uma saudação de Ano Novo de Joseph.
Ele voltara para casa para passar o feriado com os pais. Tinha planejado ficar para lhe fazer companhia, mas ela recusara.
Os pais dele estavam à espera. Ele não deveria gastar o tempo dele ali com ela.
Ela não teve tempo de responder. Apenas leu e colocou o aparelho de volta na mesa.
Assim que terminou a limpeza, juntou-se à filha para assistir à Gala. Permaneceram ali, bem ao lado de Tyler.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....