— Gianne, meu amor, quero te apresentar esta mulher incrível ao meu lado. Ela é a mulher da minha vida, a Juliana. E ela, no futuro, vai ser sua madrasta e a mãe dos seus irmãos!
Valério, encostado na pilastra ao lado, quase cuspiu o próprio drink.
No exato milissegundo em que a palavra "madrasta" ecoou no ar, Gianne abriu a boca e soltou um estridente, dramático e ensurdecedor estrondo de choro. Parecia que a bebê tinha entendido perfeitamente a ameaça patrimonial e declarado guerra declarada. Nicola entrou em pânico, chacoalhando a menina de um lado para o outro como se tentasse sintonizar um rádio velho, mas a sirene continuava no volume máximo.
Juliana, com o coração apertado e os ouvidos zunindo, estendeu os braços:
— Me dá ela aqui, Nicola. Deixa eu tentar.
Desesperado, Nicola entregou o pacote chorão. Juliana ajeitou Gianne contra o peito, deu dois balanços leves e fez um "shh" suave. Como num passe de mágica ou num golpe de diplomacia infantil, o choro cessou instantaneamente. A menina soltou um suspiro gordo e fechou os olhos, serena.
Valério aproveitou o momento de calmaria para se aproximar sorrateiramente de Nicola, inclinando-se até o ouvido do primo com um sorriso diabólico:
— É, meu caro... o mundo dá voltas inacreditáveis. Se a Caterina estivesse vendo a Juliana segurando a filha dela desse jeito, nessa hora ela estaria dando mortal duplo no túmulo.
Nicola fuzilou Valério com um olhar capaz de derreter aço.
— Cala a boca e não fale besteira, Valério.
Sussurrou Nicola, entre dentes.
— A Caterina se foi. A Juliana vai fazer parte da vida desta casa e é óbvio que elas precisam conviver. É melhor começar desde cedo. Mas isso não significa que a Juliana vá carregar o fardo de criar a Gianne.
— Sei, sei...
Ironizou Valério, cruzando os braços.

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