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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 365

O silêncio na sala da presidência tornou-se ensurdecedor. Nicola deu um passo hesitante à frente, as mãos abertas num gesto de súplica impotente.

— Juliana, por favor. Nós precisamos conversar. Eu preciso colocar as cartas na mesa...

— Nós não temos absolutamente nada para conversar, Nicola! Nada!

Explodiu ela, as palavras atropelando-se na urgência de se defender antes que a dor a consumisse. O traço impulsivo do seu temperamento tomou conta do recinto.

— Tudo o que tínhamos para dizer já foi dito! Você foi dolorosamente sincero quando me descartou, quando me olhou nos olhos e disse que preferia construir uma vida com a sua amada Caterina! Aliás, parabéns pela filha de vocês. Espero que a sua vidinha perfeita esteja sendo extraordinária!

Nicola fechou os olhos, engolindo em seco, como se cada palavra dela fosse um tacho de óleo fervente sobre sua pele.

— A Caterina está morta, Juliana.

A sala parecia ter perdido a gravidade. Juliana piscou uma, duas vezes. O ar sumiu de suas narinas.

— O... o que você disse?

— A Caterina está morta.

Repetiu ele, com o tom rasgado pela dor crua.

— Houve complicações graves no parto. Ela faleceu há três meses.

Juliana levou as mãos trêmulas à boca, o sangue fugindo completamente do seu rosto. Um abalo sismo-emocional a atingiu em cheio. Ela jamais nutrira carinho por Caterina a mulher que havia roubado seus sonhos, mas a brutalidade da morte era uma sombra que ela nunca imaginou sobre aquela história.

— Meu Deus... Nicola, eu... eu sinto muito.

Sussurrou ela, o tom irônico dando lugar a um horror genuíno.

Nicola deu mais dois passos, encurtando a distância até que ela pudesse sentir o calor do seu corpo e a vibração desesperada de sua respiração.

— Mas eu não atravessei a cidade hoje para falar sobre o passado ou sobre a tragédia da Caterina. Eu vim aqui por nós, Juliana.

Desabafou ele, os olhos marejados fixos nos dela, desprovido de qualquer orgulho ou arrogância.

— Eu te amo. Eu estou enlouquecendo, definhando a cada segundo longe de você. Volta para mim. Me dá só mais uma chance... Apenas uma chance de te provar que o homem brutal que te feriu não existe mais.

O ar entre os dois estava denso, carregado por um silêncio que pesava mais do que qualquer palavra não dita. Nicola deu mais um passo à frente, encurtando a distância até que não houvesse mais espaço para dúvidas ou fuga. Com delicadeza, ele segurou o rosto dela entre as mãos, sentindo a pele macia sob seus dedos, e encostou a testa na dela. O calor da respiração dele desceu sobre os lábios dela, um roçar quase imperceptível que fez o pulso de ambos disparar.

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