Juliana e Isabel estavam no meio de uma conversa profunda, quando uma gargalhada aguda, cortou o ar do restaurante.
Ao erguerem os olhos, lá estavam elas: Caterina e sua inseparável sombra, Anitta. Caterina trazia no rosto uma expressão de puro deboche, tão afiada que poderia cortar o ar.
— Olha só o que o vento arrastou para cá!
Disparou Caterina, cruzando os braços com ar de superioridade.
— A ex-funcionária desqualificada do meu noivo. A vida realmente adora bancar a caridosa com certas pessoas, não é?
Anitta deu uma risadinha ensaiada, fazendo a perfeita papagaia de pirata. Isabel nem piscou. Lançou um olhar tão fulminante para as duas que, por um segundo, parecia capaz de incendiar a mesa.
— É impressionante, Juliana...
Comentou Isabel, pegando a taça de vinho com a maior calma do mundo.
— A gente não consegue nem jantar em paz sem que os encostos apareçam para assombrar a mesa. A vigilância sanitária desse lugar devia rever os conceitos de dedetização.
— Pois é, amiga, você tem toda razão.
Rebateu Juliana, suspirando com um ar dramaticamente cansado.
— Acho que vou ser obrigada a marcar um voo para Roma e pedir uma bênção presencial do Papa. Porque esses encostos aqui estão mais resistentes que praga de lavoura!
Caterina arqueou a sobrancelha, bufando de desdém.
— Sinto muito por você, querida, mas aceita que dói menos.
Debochou ela, alisando a barriga com ostentação.
— Não adiantou nada você bancar a sedutora de quinta categoria com o Nicola. Ele sempre me amou! Inclusive, para seu desespero, estou grávida. O filho é dele, e o nosso casamento de princesa acontece no próximo sábado.

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