O jantar deles seguiu entre risadas e pratos deliciosos. Já na outra mesa... a comida de Nicola passou a ter gosto de papelão. Ele engoliu os últimos pedaços quase engasgando e praticamente arrastou Caterina para fora.
Ao passar pela mesa de Juliana, Nicola colocou o queixo para cima, estufou o peito e olhou fixamente para a parede oposta, fingindo uma indiferença tão exagerada que beirava o ridículo. Juliana só faltou dar uma gargalhada enquanto saboreava sua sobremesa. Ela não estragaria uma musse de chocolate perfeita por causa de um falso ex-namorado frustrado.
---
Depois de deixar Caterina em sua cobertura e inventar uma desculpa esfarrapada para não subir, Nicola pilotou feito um louco até a Mansão Moretti. Entrou na casa como um furacão e encontrou seu pai, Dante, e o primo, Valério, conversando calmamente na sala.
— Boa noite, filho!
Saudou Dante, surpreso.
— Que milagre é esse? Aconteceu alguma coisa?
Nicola parou no meio da sala, bufando.
— Não aconteceu nada, pai. Só estou cansado. Acabei de chegar de um jantar... Cadê o resto do pessoal? Já foram dormir?
Valério, largado numa poltrona com um copo de uísque na mão, tomou a frente:
— Todo mundo capotou. O vovô ficou sem ninguém para jogar damas e foi dormir cedo de puro tédio. A tia Stella viajou para Roma e a mamãe não estava se sentindo bem.
— Pois é...
Completou Dante, bocejando.
— Eu estava aqui jogando conversa fora com o Valério porque a Stella me abandonou por um dia, mas o sono bateu pesado agora. Vou nessa. Boa noite para vocês.
Assim que os passos de Dante sumiram no topo da escada, Nicola se jogou no sofá como um saco de batatas e soltou um grunhido de frustração.
— Eu estava jantando com a Caterina... E adivinha quem me aparece lá? Acompanhada!
Valério nem piscou.
— A Juliana?
— Sim!
Rosnou Nicola.
— Ué, Nicola, queria o quê?
Valério deu uma risadinha debochada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO Italiano e a Brasileira