Ao cruzar os portões do salão, Juliana e Nicola não foram apenas recebidos: foram escoltados com pompa e circunstância pelo impecável cerimonial de Relações Públicas do Grupo Salvattore, que parecia mover os convidados com a precisão de um jogo de xadrez de luxo. A mesa reservada ostentava uma placa dourada reunindo o clã Moretti e os Rossi, uma combinação entre a aristocracia dos Moretti e a simplicidade dos Rossi. Ao redor, o salão fervilhava com a elite milanesa: as famílias Mancini e Santtoro também estavam presentes, muitas famílias já disputavam espaço com vestidos de alta-costura que custavam o equivalente a um apartamento no centro de Milão, enquanto os homens desfilavam ternos tão bem cortados que parecia proibido até mesmo respirar fundo para não rasgar as costuras.
O aniversário de Henry Salvattore era o evento do século, e a empolgação no ar só não era maior do que a vaidade dos presentes.
Antes que a pompa oficial começasse, Juliana declarou uma pausa tática e rumou ao banheiro feminino um verdadeiro oásis de espelhos iluminados e perfume importado, onde encontrou Antonella e Isabel no meio de uma conferência de retocadores de batom.
— Meninas, retoque de emergência concluído!
Anunciou Antonella, guardando o pó compacto na bolsa com velocidade recorde.
— Preciso voar de volta. Se a Ginevra me perde de vista por três segundos, ela abre um berreiro que nem o DJ do evento consegue abafar. Nos vemos daqui a pouco!
— Vai lá, guerreira!
Riu Juliana.
Ficando a sós com Isabel, Juliana puxou a amiga pelo braço com determinação:
— Amiga, nem pense em se esconder no fundo do salão. Você vai sentar na nossa mesa. Você é praticamente da família, então vai voltar comigo e se acomodar do lado dos Rossi.

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