— Já se passou quase um mês desde aquele dia. Se a Caterina estiver grávida mesmo, a esta altura já deve estar no terceiro teste de farmácia, cobrando enjoo até do vento. Mas se for alarme falso... coitada, vai ser o maior pesadelo da vida dela, já que essa criança é a única carta na manga que ela tem.
Isabel deu de ombros, sem dó nem piedade disse:
— Sinceramente? Tomara que esteja grávida sim! Eles se merecem. A insuportável e o egocêntrico. Casal perfeito! Tomara que o filho nasça a cara do boneco assassino.
Isabel fez uma pausa e continuou falando.
— E daqui a trinta dias você ganha sua alforria, amiga. Paz, liberdade e zero herdeiros mimados para aguentar. Enfim a hipocrisia, será apenas deles.
Juliana deu um sorriso fraco e assentiu. A teoria era perfeita e a liberdade estava logo ali na esquina. Mas, por algum motivo estúpido que ela se recusava a admitir, sentir o peito apertar daquele jeito não estava no contrato.
Isabel curiosa perguntou.
— Amiga, deixa eu te perguntar uma coisa antes que meu cérebro dê um nó... Quando expirar a validade desse seu “contrato de falso namoro”, você vai mesmo continuar trabalhando no Grupo Moretti? Porque assim, no meu cálculo científico, a chance de dar um climão é de 110%. Você vai cruzar com o Nicola no corredor todo santo dia. E o pior: a Caterina! Aquela mulher vai transformar sua rotina num inferno particular com direito a ar-condicionado no máximo. Tenho certeza absoluta!

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