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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 273

Vinte minutos depois, o motor roncou baixo ao encostar na entrada chamativa da boate, onde uma fila de pessoas elegantes disputava a atenção dos seguranças. Juliana já estava com a mão na maçaneta, pronta para fugir daquele ar rarefeito de ciúme velado, quando sentiu os dedos de Nicola fecharem-se ao redor do seu braço. Não com violência, mas com uma firmeza que a fez congelar.

— Quando você terminar aí, me liga. Eu venho te buscar.

Ordenou ele, com a voz inesperadamente grave.

— Só vou ter uma conversa rápida com a Caterina hoje e vou direto para a minha casa. Não vou passar a noite na cobertura dela.

Juliana olhou para a mão dele em seu braço e depois nos olhos dele, sustentando o olhar com um sorriso ligeiramente provocante.

— Nicola, o que você vai ou não fazer com a Caterina na cobertura dela não é problema meu. Está fora do nosso contrato, lembra? E não gaste seu combustível: a minha amiga veio de carro e vai me deixar na minha porta. Pode ir curtir sua noite sem peso na consciência.

Aquelas palavras caíram sobre Nicola como um banho de água fria misturado com um tapa na cara. A indiferença dela doeu mais do que qualquer discussão. Desconcertado, ele soltou o braço dela devagar, vendo-a abrir a porta e sair sem ao menos olhar para trás.

Ficou ali parado por alguns segundos, observando pelo vidro a postura ereta de Juliana enquanto ela passava direto pela corda vermelha da boate, cumprimentando o segurança como se fosse dona do lugar. Um amargor incômodo e um calor estranho que ele se recusava terminantemente a batizar de ciúmes queimaram em seu peito. Irritado consigo mesmo e com a atitude dela, Nicola engatou a marcha e arrancou com o carro, fazendo os pneus cantarem no asfalto enquanto sumia na noite.

Do lado de dentro, o ambiente da Milano pulsava com iluminação neon, luzes estroboscópicas e uma batida grave que fazia o chão vibrar. Juliana mal deu dez passos e logo avistou uma silhueta familiar acenando freneticamente perto do balcão do bar.

Era Isabel. A ruiva baixa e magricela podia até ter passado cinco anos morando na Espanha, mas a energia caótica continuava exatamente a mesma. Assim que Juliana se aproximou, Isabel deu um grito que quase se sobrepôs à música e a envolveu num abraço apertado de urso.

— Mulher do céu! Olha para você! Tá radiante, tá fina!

Exclamou Isabel, afastando Juliana para vistoriá-la da cabeça aos pés.

— Cheguei na cidade e a primeira coisa que ouço nos bastidores é que você está namorando o Nicola Moretti? O herdeiro milionário, gatinho e com cara de bravo? Me conta isso direito, quero os detalhes sórdidos!

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