Alguns dias se passaram até que Juliana finalmente conseguiu reunir Zoe e Antonella em um restaurante aconchegante. A mesa estava repleta de sucos naturais, porções generosas de torradas e duas grávidas tentando encontrar uma posição confortável nas cadeiras.
Juliana, com seu olhar clínico de amiga e futura "titia do ano de meninas", cruzou os braços e disparou com autoridade:
— Meninas, prestem atenção! Vocês duas estão quase batendo na porta dos seis meses de gestação. Se a gente não começar a planejar os enxovais dessas garotas agora, daqui a pouco vocês estão parindo no meio do corredor da loja! A Zoe já está quase virando o sexto mês e a Antonella acabou de dobrar a esquina do quinto. É o momento do pânico produtivo!
Zoe deu uma risada gostosa, ajeitando a mão espalmada sobre a barriga redondinha por baixo do vestido leve.
— Pior que ela tem razão.
Admitiu Zoe, ajustando a postura com um resmungo dramático nas costas.
— Minha barriga já parece uma melancia de exposição e eu me sinto um guindaste tentando levantar da cama. E olha, essa gestação está sendo o oposto da do Henrico! Se com ele eu queria correr uma maratona, com essa menina eu só quero comer carboidratos e dormir quarenta dias seguidos.
Ao lado dela, Antonella tomou um gole do seu suco, os olhos brilhando com uma mistura de ansiedade e encantamento.
— Ah, para mim, como mãe de primeira viagem, qualquer chutezinho já parece um evento histórico!
Disse Antonella, rindo.
— Tudo é um grande mistério. Mas a Ju tem razão, precisamos fazer um mutirão de compras urgente. Não sei nem por onde começar a escolher os cueiros!
Juliana deu um salto na cadeira, batendo as palmas das mãos, com os olhos brilhando de pura empolgação:


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