Ele era, de fato, um homem fraco, pois já não conseguia se controlar.
José Vieira manteve o rosto inexpressivo e disse com a voz grave:
— Eu não vou embora, estou apenas ajustando a temperatura da água.
Era para dar banho nela.
Amanda Soares compreendeu subitamente.
Ela soltou a mão dele e recostou-se preguiçosamente.
Em pouco tempo, a temperatura da água estava ajustada.
José Vieira pensou que ela adormeceria.
Para sua surpresa, ela já havia vestido um pijama de seda.
Seus longos cabelos estavam soltos.
Ela estava ali, parada, elegante e graciosa.
José Vieira ficou atônito.
— A água está pronta? — Perguntou Amanda Soares, tomando a iniciativa.
José Vieira assentiu.
Os cantos da boca de Amanda Soares se curvaram levemente.
Ela caminhou descalça em direção a ele, passo a passo.
Ela ergueu a cabeça.
Suas bochechas pareciam as flores mais vibrantes da primavera.
Seus lábios eram de um vermelho intenso.
Todo o seu ser exalava um charme delicado e sedutor.
— José Vieira, eu bebi demais e tenho medo de cair. Fique comigo. — Disse ela.
Ela havia bebido bastante e seus sentidos estavam um pouco desordenados.
No entanto, sua mente estava clara e ela conseguia raciocinar.
Amanda Soares esperou silenciosamente pela resposta de José Vieira.
Felizmente, ele concordou.
Ele empurrou a porta do banheiro.
A água quente do chuveiro formava um riacho sinuoso nos azulejos.
A névoa branca cobria a borda do espelho.
A noite lá fora, vista pela janela, transformava-se em um borrão amarelo e acolhedor.
Amanda Soares ficou de costas para ele.
Ela tirou o pijama.
E ficou... completamente nua.
Instantaneamente, as pupilas de José Vieira dilataram.
Sua garganta se moveu, engolindo em seco.
Amanda Soares caminhou para baixo do chuveiro.
José Vieira segurou o chuveiro móvel para banhá-la.
A água escorria pelas linhas do antebraço dele.
As gotas se acumulavam na curva do cotovelo e pingavam nos ombros de Amanda Soares.
As costas dela pressionavam os azulejos frios.
— Eu realmente errei, não fique bravo comigo. — Murmurou ela.
As pontas dos cabelos dela tocaram o pescoço dele.
Ela exalava sua fragrância corporal única.
Isso foi o suficiente para fazer os pensamentos de José Vieira galoparem descontroladamente.
Seu pomo de adão subiu e desceu repetidamente.
A mão que segurava o chuveiro desviou-se.
A água quente jorrou de repente na cintura dela.
O susto fez com que ela se encolhesse nos braços dele.
Ao se encolher, ela colidiu com o abraço desprotegido dele.
Seu peito se colou à camisa encharcada dele.
Ela podia sentir claramente a respiração abafada dentro da caixa torácica dele.
— Quem te ensinou isso? — A voz dele estava terrivelmente rouca, mas ele não a afastou.
Amanda Soares aproveitou para enterrar o rosto na curva do pescoço dele.
Sua respiração quente varreu a pele sensível dele, carregando um toque deliberado de adulação.
— Miguel disse que não há nada entre um casal que não possa ser resolvido dormindo juntos. Se houver, basta dormir de novo. — Disse ela.
Enquanto ele ajustava a temperatura da água, Amanda Soares estava pensando.
Continuar naquele impasse não resolveria nada.
Ela estava errada desde o início e deveria ser a primeira a ceder.
Então, Amanda Soares pensou no golpe infalível mencionado por Miguel Domingos.

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