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O Amor Me Cegou, Eu Me Iluminei romance Capítulo 577

Bárbara Oliva estremeceu de susto.

Ao se virar, deu de cara com o rosto gélido de José Vieira.

Imediatamente, a mente de Bárbara Oliva ficou em branco; ela até se esqueceu de piscar.

Somente quando o olhar penetrante se desviou dela, Bárbara Oliva sentiu que tinha voltado à vida.

Foi um susto de morte.

Bárbara Oliva deu tapinhas no próprio peito para acalmar seu coração frágil.

José Vieira caminhou até o lado de Amanda Soares, e seu tom de voz pareceu suavizar bastante.

— Vim te buscar para ir para casa. — Disse ele.

Para ser honesta, Bárbara Oliva já tinha recuperado os sentidos, mas Amanda Soares ainda não.

Ela olhou confusa para o rosto incrivelmente bonito de José Vieira.

Ela ergueu a cabeça e apontou para si mesma.

— Me buscar para ir para casa? — Repetiu ela.

Amanda Soares tinha bebido rápido demais e o álcool já tinha subido à cabeça.

Sua voz estava mais rouca e baixa do que o normal.

Ela arrastava o final das frases, com um tom manhoso.

Seu olhar vagou pelo ar por um momento antes de pousar lentamente de volta no homem à sua frente, com uma expressão de inocência.

José Vieira olhou para ela, e a raiva em seu coração quase desapareceu.

— E para que mais seria? — Respondeu ele.

Amanda Soares assentiu com a cabeça.

— Ah... — Murmurou ela.

Ao terminar de falar, Amanda Soares apoiou-se na mesa para levantar.

Ela cambaleou ao tentar pegar a bolsa ao lado, mas José Vieira foi mais rápido.

Ele pegou a bolsa dela e a amparou com naturalidade.

Amanda Soares se despediu dos dois enquanto era levada para fora, abraçada por José Vieira.

Ela realmente tinha bebido um pouco demais.

Somado ao mau humor, era a receita perfeita para ficar bêbada fácil.

José Vieira a colocou no carro e afivelou o cinto de segurança.

Ao levantar os olhos, viu que Amanda Soares o encarava fixamente.

Ele parou por um instante, resistindo ao desejo de beijá-la, e endireitou o corpo.

Ele não disse nada.

Depois de colocar o próprio cinto, segurou o volante e ligou o carro.

Durante o trajeto, José Vieira permaneceu em silêncio.

Amanda Soares abriu a boca várias vezes, querendo dizer algo, mas as palavras não saíram.

Ela deu um tapinha frustrado na própria boca e resmungou baixinho.

Ele a carregava com um braço só, enquanto a outra mão segurava os sapatos de salto alto dela.

Seus passos eram firmes e sua respiração, ritmada.

O olhar dela demonstrou surpresa.

Então, ouviu a voz grave de José Vieira.

— Abrace-me, não se distraia. — Ordenou ele.

Ela rapidamente desviou o olhar fixo e envolveu o pescoço dele com os dois braços.

Ela o abraçou com força, com medo de cair.

Vendo o jeito cuidadoso de Amanda Soares, José Vieira não conseguiu deixar de sorrir.

Ele a carregou até o quarto e a colocou na cama.

Quando ele fez menção de se levantar para sair, ela agarrou a mão dele repentinamente.

O olhar de José Vieira caiu sobre a mão presa e subiu pelo braço branco dela até chegar ao rosto.

Ela balançou a cabeça levemente, como se quisesse espantar a tontura, mas isso só deixou seu olhar mais nebuloso.

A ponta do nariz dela estava levemente avermelhada.

— José Vieira, não vá embora. — Pediu ela.

A voz embriagada carregava uma doçura, como um doce derretendo na boca.

Ao ouvir aquilo, a garganta de José Vieira se fechou.

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