A expressão de Lília se suavizou um pouco.
Apenas, comparado a Ronaldo, ela parecia mais disposta a acreditar em Roberto Lacerda.
O seu estado não estava muito bom agora.
Ela não sabia em que lugar da Cidade R estava, não tinha nenhum dispositivo de comunicação, e presumia que a família Silva não lhe daria um carro para ir atrás de Vicente.
Sair daquela forma, ela seria a única a sair perdendo.
Mas, mesmo assim, ela não estava disposta a ficar no mesmo ambiente que Ronaldo.
Após pensar um pouco, Lília fechou a cara e disse a Roberto Lacerda: — Dê-me um quarto, e sem a minha permissão, não venham me incomodar.
Roberto Lacerda instintivamente olhou para o seu presidente.
Ronaldo acenou com a cabeça para ele.
Depois de obter a sua permissão, Roberto Lacerda disse imediatamente: — Certo, venha comigo.
Em seguida, levou Lília para o quarto de hóspedes da mansão.
Ao entrar, Lília fechou a porta e suspirou aliviada.
Roberto Lacerda não demorou, voltando para o andar de baixo antes de sussurrar para o seu presidente: — A senhora foi longe demais desta vez. Se isso continuar, a relação do senhor com a Srta. Lília perderá qualquer chance de melhora.
Claro que Ronaldo também entendia isso. Ele apertou a têmpora irritado, e ordenou a Roberto Lacerda: — Vá investigar o paradeiro da Maia.
— Sim.
Roberto Lacerda concordou e, antes de ir, relembrou: — Deveríamos pedir para alguém levar algo para a Srta. Lília comer? Ela provavelmente não teve tempo de se alimentar antes de vir para cá apressada após receber a notícia...
Pelo horário, já passava das onze da noite.
Ronaldo assentiu com a cabeça, mandando Roberto Lacerda: — Prepare tudo de uma vez.
— Certo.
Roberto Lacerda obedeceu e se foi.
No quarto, Lília caminhou até a janela do chão ao teto para observar o pátio, pensando se conseguiria achar uma chance para fugir.
Mas não esperava que houvesse tantos guarda-costas patrulhando ao redor da mansão.
Ela ergueu os lábios zombeteiramente.
Valéria realmente tinha uma alta opinião sobre ela. Com medo de que fugisse, montou uma guarda tão rígida.
Ao mesmo tempo, ela se culpava pela sua própria negligência.
Se ela tivesse sido mais cautelosa antes, talvez não estivesse presa ali.
O Vicente ainda estava a esperando. Ele certamente estava muito preocupado.
E a Maia, ela não sabia como ela estava agora. Estaria assustada...?
Apesar da preocupação, Lília forçou-se a se acalmar.
Ela não podia deixar os pensamentos vagarem. O Vicente havia dito que a procuraria, ele com certeza iria buscá-la!
Nesse momento, bateram na porta de repente.
Lília franziu o cenho para a porta e perguntou: — Quem é?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nunca Mais — O Amor Que Você Desperdiçou