Maia apertou os lábios, com uma expressão muito calma.
Ela sabia que aquela pessoa estava apenas a enganando.
Ela escondeu da sua mamãe e a levou embora, ela não tinha boas intenções desde o começo! Não era porque a amava, nem queria genuinamente aceitar a sua mamãe!
Eles continuavam maus como sempre!
Ela não acreditaria nas suas palavras!
Valéria tentou persuadi-la por um bom tempo com um tom de voz calmo e gentil.
Mas a criança à sua frente, permanecia inalterada.
Ela perdeu a paciência, preferindo uma ameaça direta: — De qualquer forma, desde que você seja boazinha, e não faça birra, eu tratarei você bem.
Mas se for desobediente, e se atrever a causar confusão, não me culpe por puni-la!
Ouvindo isso, Cesar desaprovou e impediu-a: — Não assuste a criança.
Originalmente a criança não era próxima a eles. Se ela continuasse a falar daquela forma, não faria a menina odiá-los ainda mais?
Cesar trouxe uma série de presentes e brinquedos para Maia, amavelmente dizendo com um tom caloroso: — Maia, essas coisas o vovô comprou especialmente para você, pegue.
Maia não os contrariou, ela lançou um olhar para os brinquedos, e respondeu de forma gentil: — Obrigada.
Ela não encostou nos brinquedos, e sim olhou pela janela, pensando num humor amargo: "Quando que o papai virá me buscar?"
O casal Silva esteve persuadindo-a pela metade do dia. Vendo que a atitude de Maia continuava indiferente a eles, perceberam que não seria de grande ajuda, e pararam de falar com ela.
O horário já era quase dez da noite.
Maia costumava se preparar para dormir às nove e pouco. Quando a babá veio e a levou para o banho, Maia não criou qualquer problema e docilmente a seguiu.
Depois de se arrumar, ela voltou para o seu quarto e dormiu.
Valéria e Cesar a assistiram por um bom tempo, e descobriram que a Maia de fato não era ruidosa, e não era como as outras crianças chorando por suas mães. Os dois estavam bem surpresos.
Valéria disse atônita: — Esta menina realmente não é o que costumava ser, antes, não era corajosa, estava sempre grudada na Lília.
Cesar estava orgulhoso e a elogiou: — Muito bom. Embora a Lília tenha uma personalidade teimosa, quanto à sua forma de educar a criança, ela realmente fez um ótimo trabalho, e a Maia foi muito bem criada por ela, sendo muito bem-comportada.
Valéria acenou, observando as mudanças da criança, e seu coração sentiu um gosto amargo.
Apesar de a neta ser boazinha e não criar problemas, era muito distante, e ao estar em volta deles, a distância era mais clara.
Afinal, ela não tinha sido criada ao lado deles, portanto, para eles, ela não era muito íntima.
Ela também não tentava duramente o amor deles como o Caio fazia.
Aquilo deixava Valéria bem insatisfeita.
Ela sentia que, para aquela criança, ainda tinha que pensar num jeito de ensinar-lhe modos.
Quando a criança adormeceu, o casal a seguiu e também foi descansar.
A noite estava caindo, e a velha mansão estava sob um silêncio total. Quando todas as luzes se apagaram, a porta do quarto da garotinha foi subitamente empurrada.
Não demorou muito até que uma alta e esbelta figura entrasse no quarto.

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