— Só uma vez por dia, como vocês têm coragem?!
Lília ficou muito irritada e com certeza se recusaria a assinar aquele contrato de merda!
Maia era só dela, como a família Silva ousava fazer uma exigência daquelas?!
Valéria manteve um olhar condescendente em seu rosto, não parecendo se importar: — Isso não é sua decisão. Não esqueça de que a criança está conosco. Cabe a você decidir se quer assinar ou não.
A atitude dela indicava que achava que Lília eventualmente acabaria cedendo.
O peito de Lília doía de tanta raiva.
Ela respirou fundo, lembrando do conselho de Vicente logo antes de ela entrar:
— Independentemente do que a família Silva exigir de você, prometa-lhes, você poderá fazer o que for necessário.
Se houver algum problema, eu ajudarei mais tarde.
Naquele momento, apenas essa frase mal podia acalmar sua raiva.
Lília se acalmou lentamente e pegou o contrato da mesa para dar uma olhada.
Era quase igual ao que Valéria disse, que ela deveria garantir que não deixaria a família Silva até que as pernas de Ronaldo estivessem completamente curadas.
Lília estreitou seus belos olhos e olhou para ele, como se de repente tivesse pensado em algo.
— Tudo bem, vou assinar.
Com o balançar da sua mão, ela rapidamente assinou o nome no canto inferior direito do contrato.
Vendo que ela assinou de forma firme, o rosto de Valéria revelou um sorriso entusiasmado: — Viu? É tão melhor assim, não?
O rosto de Lília esfriou ao atirar o contrato na frente deles e disse: — Eu quero ver a Maia agora, e já que assinei o contrato, no mínimo, eu tenho que ter certeza de que a minha criança está segura.
Valéria obteve o contrato e não a encurralou mais, dizendo: — Vá, ela está no segundo andar, no quarto do Ronaldo. Aposto que você sabe o caminho.
Lília lhe deu um olhar frio, e diretamente partiu para o segundo andar.
Ela não precisava ser guiada, já estava acostumada com a planta da casa.
Sentindo ansiedade ao querer ver Maia, Lília não notou um brilho repentino cruzar os olhos de Valéria.
Logo, ela havia alcançado o quarto de Ronaldo.
O quarto não estava trancado. Ela empurrou a porta, esperando ver Maia.
Inesperadamente, ao empurrar a maçaneta da porta, uma nuvem de spray com um odor forte foi direto à sua direção. Só então ela percebeu que havia sido enganada!
Aquilo era um... sedativo!
O pensamento atravessou a cabeça dela antes de ela desmaiar.
Mas era tarde demais, ela inalou muito da droga e a mente já havia começado a ficar nebulosa. Todo o corpo estava cada vez mais pesado e mole no chão, antes de lentamente enfraquecer e apagar.

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