Lília apertou os lábios, e seu coração já tinha tomado uma decisão. Ela disse a Vicente: — Aconteça o que acontecer, eu tenho que ir, você se importa?
Ela estava um pouco preocupada que se ela fosse sozinha, Vicente ficaria apreensivo, ou pensaria demais no assunto.
Mas Lília estava pensando demais.
Vicente apenas ergueu a mão para acariciar sua cabeça e a olhou gentilmente: — Por que eu me importaria? Trazer a Maia de volta é o mais importante.
Pode ir, nada de ruim acontecerá.
Mesmo que eles façam alguma artimanha, não se preocupe, eu irei até lá trazer você de volta.
Lília olhou para os olhos e sobrancelhas gentis daquele homem e seu coração se encheu de uma sensação de segurança.
Ela agarrou a cintura de Vicente, e seu tom estava tingido com uma dependência que nem ela percebeu. — Você tem que ir!
Conhecendo os métodos desavergonhados da família Silva, Lília sentiu que aquela visita não seria tão simples.
Valéria tinha se esforçado muito para levar Maia, então com certeza tentaria negociar termos com ela mais tarde.
Vicente lhe deu um beijo gentil na testa, sua voz era firme: — Claro que sim. Minha futura esposa e nossa criança foram tiradas de mim, que razão eu teria para não trazê-las de volta?
Esposa, criança...
Lília se surpreendeu primeiro quando ouviu esse termo íntimo de tratamento e, em seguida, as bochechas coraram levemente.
Ao ouvir aquele título vindo daquela voz profunda e grave de Vicente, foi inevitável que seu coração disparasse fora de controle.
Ela pensou que eles poderiam ir longe em um relacionamento íntimo.
Mas ela não tinha pensado num termo assim.
O significado oculto parecia revelar que os dois haviam se aproximado ainda mais.
O coração de Lília ficou com uma nova camada de expectativa, a deixando com mais pressa para trazer Maia de volta...
A ordem de Valéria era que Lília fosse sozinha para a Mansão Silva.
Lília não trouxe ninguém, Vicente apenas a acompanhou pessoalmente até lá.
Saindo do carro, ela se separou de Vicente e entrou sozinha.
Logo ao entrar, ela notou Cesar sentado solenemente no sofá do saguão, junto com Valéria.
O olhar dela percorreu todo o saguão da família Silva, mas a figura de Maia não estava em lugar algum.
Lília olhou para eles sem expressão, perguntando friamente: — Eu cheguei, onde está a Maia?
Valéria bebeu um pouco de chá e falou lentamente, sem se apressar: — Eu deixarei que você veja a Maia, mas não agora.
Não tenha pressa, sente-se primeiro e vamos negociar os termos.

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