— Pe...
Lorena Esteves levantou-se, prestes a chamá-lo, mas de repente congelou ao distinguir a silhueta ao lado do homem.
A expressão dela mudou visivelmente, e ela torceu os lábios:
— O que ela está fazendo com o veterano Pedro?
Catarina Ramos seguiu o olhar da amiga.
Na velha escadaria de madeira, a postura do homem era ereta e relaxada, um suéter simples contornando seus ombros largos e pernas compridas, transmitindo uma aura nobre, porém despojada.
A mulher ao lado dele vestia um suéter de uma cor semelhante, subindo os degraus aos saltos, com passos efusivos.
— Pedro, obrigada por sair comigo para espairecer. O almoço hoje é por minha conta, então tem que comer bastante para ter energia à tarde, hein!
Ao chegar ao topo da escada, o olhar de Pedro Valente desviou-se instintivamente para a janela.
No exato momento em que seus olhos se cruzariam com os de Catarina, Júlia Santos soltou um grito repentino:
— Ah!
Ela torceu o pé, caindo por inteiro nos braços de Pedro.
— Você está bem? — perguntou Pedro.
— Que dor, que susto que eu tomei. — Júlia se agarrou a ele, choramingando.
— Pedro, eu sou tão desastrada, ainda bem que você está aqui.
— Vamos sentar ali, daqui a pouco eu dou uma olhada. — sugeriu Pedro.
— Tá bem...
Apoiando-se em Pedro, os dois caminharam juntos em direção à outra área do restaurante.
O alvoroço atraiu o olhar de muitas pessoas.
Alguém os reconheceu e comentou em voz baixa:
— Aquele não é o Sr. Valente do Grupo Serrana? A que está ao lado dele parece ser a esposa.
— Olha, é bem como dizem na internet, a relação dos dois é tão boa que até parece enredo de novela na vida real.

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