Diante daquela cena, Júlia também sentiu o coração apertar de medo.
Ela foi em direção a Pedro: — Pedro...
Ao encará-la, a fúria no rosto de Pedro suavizou-se um pouco. — Júlia, é melhor você ir embora.
Júlia segurou o braço dele impulsivamente, transbordando de emoção: — Não vou!
— Como eu poderia ficar de braços cruzados vendo você se prejudicar, tomando atitudes das quais vai se arrepender?
Ela encarou Catarina com os olhos avermelhados, com a voz carregada de repreensão: — Catarina, vai ficar aí parada, só olhando? Por que não o impediu?
— Eu sei que você gosta quando um homem briga por sua causa, mas parou para pensar na confusão em que está metendo o Pedro?
— E a Laura, ela ainda está na universidade, é imatura, não entende as coisas e pode ter agido por impulso. Mas quem garante que nunca vai cometer um erro na vida? Antes de agir, não pensou na situação difícil em que deixaria o Pedro?
— O Grupo Rolim e o Grupo Serrana são parceiros, se isso der errado, ninguém vai sair ganhando! Catarina, você é simplesmente egoísta demais!
Quanto mais Júlia falava, mais se exaltava, a ponto de começar a chorar de raiva.
Pedro a conteve: — Isso não tem nada a ver com a Catarina, tenta se acalmar.
Limpando as lágrimas com força, o peito de Júlia subia e descia descompassado: — Pedro, eu só não suporto ver você se meter em enrascadas, não consigo aceitar que a Serrana sofra problemas...
Ao presenciarem isso, a família Rolim viu nela uma autêntica tábua de salvação, correndo rapidamente para o lado de Júlia.
— Srta. Santos, muito obrigado por interceder a nosso favor! Nos dias de hoje, é raro encontrar moças tão bondosas e preocupadas com o bem-estar dos outros como você!
Laura, com os olhos vermelhos, agradeceu, comovida: — Júlia, você é tão boa para mim...

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