— Sra. Valente, sinto muito, o Sr. Valente receio que não vá recebê-la. Ele tem assuntos muito importantes agora, é melhor a senhora voltar.
— Então eu mesma subo para procurá-lo.
— Não pode ser. O Sr. Valente deu ordens de que ninguém pode entrar...
— E você acha que esse "ninguém" também me inclui?
Catarina nunca havia usado o título de Sra. Valente para pressionar ninguém. Ao dizer aquilo instintivamente, achou a situação extremamente ridícula em seu íntimo.
— Saia do caminho.
O segurança estava em um beco sem saída, sem coragem de ofendê-la, mas com ainda mais medo de deixá-la passar:
— Mas... e se o Sr. Valente culpar a mim...
— Eu assumo todas as consequências.
O tom dela era frio e duro, sua atitude resoluta. Embora outros avançassem para bloqueá-la, ninguém realmente ousou encostar nela.
O segurança ligou apressadamente para Celso Dantas. Após explicar a situação de modo breve, a resposta do outro lado veio de imediato:
— Por que você está barrando a esposa do chefe? Deixe-a passar, já!
Os três entraram no Hospital São Lucas, pisaram rapidamente no elevador e se dividiram para procurá-lo.
Catarina foi ao centro de exames no último andar. Celso vigiava a porta. Ao vê-la, correu em sua direção:
— Sra. Valente, está procurando o Sr. Valente? Ele...
Catarina o ignorou sumariamente e caminhou direto para dentro.
*Bang*
Ela empurrou a porta com força.
No entanto, o enorme centro de exames estava vazio, sem sequer a sombra de alguém.
— O Sr. Valente teve um imprevisto e foi viajar para o exterior, ele volta em alguns dias. — explicou Celso, que a acompanhara com pressa.
Bem naquele momento, o estrondo de um helicóptero soou abruptamente.
O rosto de Catarina mudou de cor. Ela virou-se e correu em direção às escadas, disparando rumo ao terraço.
Quando chegou ofegante no telhado, o vento forte bagunçava seus cabelos longos e golpeava seu rosto com dor.
O helicóptero já estava no ar, levantando voo.
— Pedro! Pedro!

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