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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 94

O forte cheiro masculino que emanava dele a envolveu no mesmo instante.

— Sr. Sampaio, eu já terminei de comer...

Franciele levantou-se por instinto, na intenção de ir embora.

Mas Nelson a puxou pelo braço, prensando-a contra a mesa de jantar que estava atrás dela.

Pega totalmente desprevenida, Franciele arregalou os olhos ao ver o rosto bonito dele se aproximando rapidamente.

Ela pensou que ele fosse tentar beijá-la à força outra vez.

O rosto dela ficou vermelho como um tomate de repente.

Nelson baixou o olhar para encará-la:

— Só vou passar um remédio. Por que está corando?

Franciele congelou na hora.

O quê?

Ele só queria passar uma pomada, não beijá-la?

Por causa do próprio mal-entendido, o belo rosto de Franciele ficou ainda mais ruborizado.

Nelson tirou uma pomada da caixa, abriu a tampa, pegou um pouco do creme com a ponta dos dedos e se aproximou do rosto dela.

Franciele tentou se esquivar por reflexo.

Nelson agarrou o queixo dela, firmando-a no lugar.

— É para desinchar.

Disse ele, prestes a aplicar a pomada pessoalmente.

Franciele começou a se debater:

— Deixa que eu mesma passo.

Nelson prendeu as pernas dela com as suas, imobilizando-a com ainda mais força contra a mesa.

— Fique quieta! — Ele advertiu com a voz rouca.

Franciele imediatamente sentiu uma mudança no corpo dele...

Como aquele homem conseguia ter esse tipo de reação a ela repetidas vezes?

A postura em que estavam era extremamente ambígua e íntima.

Assustada, Franciele não ousou mover um único músculo.

Os longos dedos de Nelson já tocavam a bochecha vermelha e inchada dela.

Ele espalhou o creme com extrema suavidade.

Uma sensação de frescor agradável se espalhou por sua pele.

O efeito foi praticamente instantâneo.

Franciele sentiu logo em seguida que o lado do rosto onde havia levado o tapa de Eliana doía muito menos.

Nelson manteve a cabeça inclinada.

Por conta do movimento cuidadoso de aplicar a pomada, seu olhar estava extremamente concentrado.

Aquilo fez com que as bochechas de Franciele queimassem involuntariamente.

Nelson espalhou a pomada, mas não a soltou imediatamente.

E, de repente, perguntou:

— Quando pretende se divorciar?

A expressão de Franciele estremeceu.

Como se estivesse completamente despreparada para ouvir aquela pergunta vinda dele.

— O quê?

Nelson, olhando-a de cima para baixo, a encarou de modo penetrante e disse:

— A pessoa que Givaldo realmente gosta parece ser Eliana, não é? E você ainda pretende continuar casada com um homem assim?

Durante todo aquele tempo, ele já tinha chegado a uma conclusão.

Já que ela era a única mulher capaz de prender os seus pensamentos, então ela teria que ser dele.

De qualquer forma, ele já havia investigado a fundo e descobrira que o coração do tal marido, Givaldo, sequer pertencia a ela.

Aquele casamento de fachada, que só existia no papel, não tinha o menor sentido.

Era muito melhor que se divorciasse e ficasse com ele.

Franciele ficou sem palavras.

Seu rosto se contorceu em um profundo constrangimento.

Nunca imaginou que uma vergonha tão grande, como a de seu marido amar a própria irmã, chegaria aos ouvidos do chefe.

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