Eliana estremeceu, olhando para ela sem conseguir acreditar.
E berrou:
— Como ousa me bater? Franciele, de onde você tirou tanta audácia?
Desde a infância, sempre foi ela quem praticou abusos contra Franciele.
Desde quando Franciele tinha o direito de passar por cima dela?
Franciele retrucou com uma voz gélida:
— Sou eu quem deveria pedir para você, Eliana, ficar longe do meu marido.
Já que Eliana havia se achado no direito de agredi-la apenas por suspeitar de um envolvimento com Franklin...
Então, considerando que Eliana sabia muito bem que Givaldo era casado com ela, e mesmo assim passava os dias rondando seu marido, não seria justo revidar a agressão?
Ela já queria dar aquele tapa havia muito tempo.
Eliana rosnou:
— O que você disse?
Eliana estava tremendo de raiva.
Com um olhar paranoico e selvagem, parecia querer matá-la ali mesmo.
E gritou novamente:
— Franciele, sua desgraçada, eu vou acabar com você!
Dizendo isso, ergueu a mão, pronta para dar um tapa brutal no rosto de Franciele...
Mas antes que a agressão se concretizasse, Nelson interceptou o pulso dela no ar.
Eliana ergueu o rosto, atônita, e encarou o homem que a havia impedido subitamente.
Ela disse:
— Sr. Sampaio, este é um assunto interno da família Duarte. Peço que não se intrometa.
Embora tivesse se encantado por Nelson à primeira vista, ela rapidamente voltou à realidade.
Ficou aborrecida consigo mesma por ter se deixado seduzir pela beleza perfeita daquele homem.
Nelson avisou com a voz grave:
— Franciele é a minha assistente.
Dando um passo largo com suas pernas longas, ele posicionou seu corpo imponente e arrogante à frente de Franciele para protegê-la, fazendo seu alerta em tom pesado.
Faltou apenas dizer com todas as letras que Franciele agora estava sob a sua proteção e que Eliana não podia tocar nela.
A expressão de Eliana congelou.
Ela nunca imaginou que Nelson defenderia sua irmã caçula daquela maneira.
Ela não tinha como ignorar a autoridade de Nelson.
Além disso, tentar punir Franciele no território dele não traria nenhuma vantagem para ela.
Ela forçou uma voz compreensiva:
— Já que o Sr. Sampaio está pedindo, eu não vou me rebaixar ao nível dela.
Eliana reprimiu a fúria em seu coração e fez o possível para forçar um sorriso na direção de Nelson.
— Estou bem, obrigada.
Franciele balançou a cabeça, abaixando levemente os olhos, com a mente mergulhada em pensamentos pesados e complexos.
Ela não esperava que Eliana fosse aparecer na empresa para arrumar confusão e ainda lhe dar um tapa no rosto.
E menos ainda que acabaria perdendo a calma e retribuindo a agressão.
Em toda a sua vida, aquela era a primeira vez que entrava em um conflito físico com Eliana.
Franciele estava simplesmente furiosa demais.
Desde que se casara com Givaldo, sua irmã Eliana mantinha um relacionamento ambíguo com ele.
Ela havia engolido isso em silêncio até aquele dia.
No fim, antes mesmo que pudesse confrontar Eliana, a própria irmã apareceu no seu trabalho, acusando-a falsamente de seduzir o cunhado.
Ela retribuiu o tapa porque simplesmente não conseguiu mais tolerar aquilo.
Mas agora, pensando com calma, começou a se preocupar.
Conhecendo a personalidade de Eliana, o incidente certamente chegaria aos ouvidos do pai, de Viviana e de Mafalda.
Ela, com certeza, não escaparia de ser punida.
Nelson perguntou, interrompendo seus pensamentos:
— No que está pensando?
A voz grave e nítida de Nelson de repente a trouxe de volta à realidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo