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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 84

Ele deu alguns passos, mas logo notou que Franciele não o seguia.

Ao virar a cabeça, viu que ela continuava parada no mesmo lugar, com uma feição completamente perdida.

— Sr. Sampaio, será que o senhor... não prefere ir na frente? Eu... — ela forçou um sorriso constrangido.

Antes que pudesse terminar a frase, Nelson já havia voltado até ela.

Ele se curvou e, de um só golpe, levantou-a em seus braços.

Como quem carrega uma noiva.

Franciele o encarou de olhos arregalados, não acreditando no que estava acontecendo.

Carregando-a daquele jeito, Nelson marchou decidido para a saída do haras.

Apoiada no peito dele, Franciele tentava, por puro instinto, manter alguma distância.

Contudo, bastava ela erguer o rosto um pouquinho para esbarrar no maxilar dele, numa proximidade inegável.

Escondidas, suas mãos se fecharam em punhos apertados.

...

Nelson a colocou no carro.

No mesmo instante, Franciele se encolheu contra a porta oposta, colada ao vidro, tentando se afastar ao máximo.

Logo o motorista deu a partida.

O trauma do passeio a cavalo ainda pairava pesado na mente dela.

Ela agarrou o puxador da porta com força, sem ousar se mexer muito.

Com medo de que o carro também começasse a pular do nada.

Mas a tensão no haras havia consumido grande parte da sua energia.

Franciele, que começou a viagem tensa e alerta, aos poucos foi cedendo ao cansaço...

A cabeça dela foi ficando cada vez mais pesada.

Por fim, as pálpebras cederam e ela simplesmente adormeceu.

Vendo que a mulher ao seu lado não emitia mais nenhum som, Nelson olhou para o lado.

E viu que ela já estava no mundo dos sonhos.

A cabeça recostada no vidro, mas com o rosto virado para a direção dele.

De olhos fechados e respiração suave, parecia dormir profundamente.

Os olhos escuros e insondáveis de Nelson pousaram nela por alguns segundos a mais.

Ela realmente pegou no sono ali, no carro dele, com tanta facilidade?

Será que não tinha o menor receio de que ele...

Aproveitasse o fato de ela estar dormindo para fazer alguma coisa?

Nelson observou aquele rosto adormecido com um olhar denso.

Desenvolveu um instinto possessivo absurdo por ela.

Mesmo ciente de que ela já pertencia a outro.

Nelson esperou por um bom tempo, mas Franciele continuou dormindo profundamente.

O motorista já havia chegado à portaria do condomínio dela.

— Chefe, chegamos.

Contudo, Nelson não esboçou a menor intenção de acordá-la.

Movido pelo egoísmo de querer prolongar o tempo em que ela estaria ao seu lado.

Até que o celular dela tocou.

Perdida no sono, ela nem se mexeu com o barulho.

Nelson olhou para a tela acesa e leu o nome na chamada: Givaldo.

Ele sabia muito bem que o nome do marido dela era Givaldo.

As pupilas de Nelson se contraíram.

Suas mãos longas alcançaram o aparelho e o trouxeram para perto de si.

Deslizou a tela e atendeu:

— Alô...

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