— Garoto, seu rosto está sujo. Quer que eu ajude a limpar?
Ela foi a única aluna daquela escola que não o tratou com nojo.
Naquele momento, Givaldo sentiu como se uma onda de calor aquecesse seu coração.
Uma pena que estivesse quase desmaiando e só conseguisse lembrar do contorno embaçado daquela menina.
Quando acordou, ela já o havia levado para a enfermaria do colégio.
Mais tarde, ao recordar o ocorrido, Givaldo lembrava apenas que o lenço usado para limpar seu rosto tinha o bordado de um ursinho colorido.
Tempos depois, descobriu que Eliana tinha um lenço idêntico, com o mesmo ursinho, e, ao investigar, confirmou que ela também havia estudado naquela escola.
Desde então, teve certeza de que Eliana era a menina de vestido amarelo que o salvara.
— Eliana, eu te amo, eu só amo você!
Givaldo apertou o lenço contra o peito, fechou os olhos e sussurrou com dor:
— Por que não foi com você que eu me casei?
...
O fim de semana chegou rapidamente.
Incentivada por Paula, Franciele foi com ela ao haras de Franklin.
Assim que desceram do carro, Paula deu um gritinho de empolgação.
— Meu Deus, que lugar maravilhoso!
Ela olhou para o haras à frente, com os olhos brilhando de encanto:
— Os cavalos também são lindos!
Franciele também ergueu a cabeça para olhar ao redor.
Vastos gramados verdes e cercas de madeira enfileiradas.
Ao longe, viam-se muitos cavalos pastando dentro dos cercados.
Céu azul, nuvens brancas... A paisagem era de fato encantadora.
— Vamos.
Franciele desviou o olhar e caminhou em direção à entrada do haras.
Como Franklin havia avisado com antecedência, os porteiros foram muito cordiais com as duas e as deixaram entrar direto.
No entanto, logo após caminharem um pouco, Franciele parou, atônita.
O único motivo de ele ter aparecido no haras de Franklin naquele dia foi porque ouviu o amigo convidá-la no carro, dias antes.
Ele foi até lá de propósito, só para forçar um “encontro casual”.
Até ele mesmo se perguntava se estava perdendo o juízo por fazer algo que antes considerava tão banal, apenas para vê-la.
Mas, por algum motivo, a imagem de Franciele não saía de sua cabeça.
Durante a semana, ele conseguia vê-la na empresa e matar a saudade.
Mas só de pensar que passaria os dois dias do fim de semana sem vê-la, sentia um vazio enorme no peito.
Foi por isso que, em vez de fazer horas extras no fim de semana, como de costume, juntou-se aos outros rapazes da alta sociedade no haras.
E, como esperava, conseguiu encontrá-la ali.
O problema é que, assim que o viu, Franciele virou o rosto na mesma hora, evitando seu olhar.
Parecia que não queria ter a menor ligação com ele.
Uma irritação inexplicável tomou conta de Nelson.
O que aquela mulher estava pensando?
Ela detestava tanto assim a presença dele?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo