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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 63

— Não seja teimosa.

Nelson a repreendeu em tom baixo e, virando-se para o médico, disse:

— Pode fazer os pontos.

Franciele sentiu um nervo saltar na testa.

E protestou, desesperada:

— Eu não quero levar pontos! Doutor, não dá para me passar um remédio ou uma pomada?

A tolerância dela à dor era praticamente zero.

Desde pequena, fugia de qualquer tratamento invasivo; preferia tomar comprimido por um mês inteiro a levar uma picada.

Levar pontos, então, era o fim do mundo.

— Com um corte desses, só remédio não resolve — respondeu o médico, com um sorriso tranquilizador. — Não precisa ter medo. Seu namorado está bem aqui, não está?

Namorado?

Nelson?

Franciele percebeu o mal-entendido e abriu a boca para corrigir.

Mas o médico continuou:

— É normal fazer um pouco de manha na frente do namorado.

Franciele ficou sem graça, com o rosto em chamas:

— ...

Que médico sem noção.

Não bastava confundir o chefe dela com o namorado.

Ainda achava que ela estava fingindo medo de agulha para chamar atenção.

Mas seu medo de dor e de agulhas era absolutamente real.

— Doutor, nós não...

Ela tentou explicar, mas não conseguiu terminar.

O médico já tinha aplicado a anestesia local.

Em seguida, limpou a área e preparou o fio de sutura...

Franciele ficou completamente tensa, olhando fixamente para os instrumentos, sem conseguir dizer uma palavra.

Quando o procedimento começou de fato...

Seus músculos travaram, a coluna ficou rígida, e suor frio brotou em sua testa.

No instante em que a agulha tocou sua pele, a visão escureceu.

Foi então que uma mão cobriu seus olhos por trás.

Era uma forma educada de mandá-lo embora.

Um incômodo instintivo o invadiu.

Tinha sido ele quem a salvara, a levara ao hospital e resolvido tudo no meio da madrugada.

Ela mal tinha agradecido de verdade.

E agora, assim que o problema estava resolvido, queria dispensá-lo?

Ela realmente sabia usar as pessoas e depois afastá-las.

— Vai me mandar embora depois que fui tão útil? — Nelson levantou-se de repente, encarando-a com uma postura dominadora e gelada.

Franciele forçou um sorriso constrangido:

— Eu só não quero tomar mais do seu tempo.

Afinal, considerando a relação de chefe e subordinada, ele já tinha feito muito mais do que o necessário.

Como ela poderia esperar que o presidente da empresa passasse a noite num hospital fazendo companhia à sua assistente?

Franciele achava que estava sendo sensata.

Então por que o chefão parecia tão ofendido?

— E se eu quiser ficar? — Nelson retrucou, olhando fundo nos olhos dela.

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