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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 52

Então por que ainda estava ali, conversando com ela?

Nelson sabia que devia ir embora naquele instante, mas seus pés simplesmente não saíam do lugar.

Em vez disso, disse:

— Venha. Eu te levo para casa.

Franciele recusou por instinto:

— Não precisa, Sr. Sampaio. Eu pego um táxi sozinha.

Mesmo que não voltasse para o lugar onde quase tinha se metido em encrenca, ainda assim não precisava de carona dele.

O olhar profundo de Nelson recaiu sobre ela, e ele retrucou com expressão fechada:

— Tem certeza de que consegue pegar um táxi sozinha vestida desse jeito?

Franciele ia perguntar o que havia de errado com a roupa.

Mas, ao olhar para baixo, percebeu que a gola do vestido elegante tinha sido rasgada por Fernando, deixando uma abertura enorme.

Naquele momento, o tecido mal cobria seu corpo.

Suas bochechas queimaram na mesma hora.

Ela cruzou os braços sobre o peito para se cobrir.

— Lembrar disso agora não é tarde demais? O que tinha que ser visto, eu já vi. — Nelson provocou, com um leve brilho de diversão nos olhos.

— Você! — Franciele arregalou os olhos, e o rosto ficou ainda mais vermelho.

Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, Nelson já tinha tirado o próprio paletó e colocado sobre os ombros dela.

A peça cobriu perfeitamente o corpo exposto.

Diante disso, Franciele já não soube mais o que responder.

Nesse momento, o motorista encostou o Rolls-Royce de Nelson.

Ele abriu a porta traseira para ela.

Sem fazer cerimônia, Franciele entrou no carro.

Quando ela estava prestes a dizer o endereço ao motorista...

Para sua surpresa, Nelson falou antes.

Franciele olhou para ele, chocada.

Não esperava que ele ainda se lembrasse.

Durante o trajeto, os dois ficaram sentados lado a lado no banco de trás.

Nenhum dos dois disse uma palavra.

O clima estava um pouco constrangedor.

Franciele manteve os olhos voltados para a janela.

Só queria chegar em casa o mais rápido possível.

O toque do celular dela quebrou o silêncio de repente.

Franciele caiu no colo dele. Ao erguer a cabeça, encontrou os olhos dele, escuros e profundos como um redemoinho.

O coração dela pareceu levar um baque.

— Você está bem? — Nelson perguntou em voz baixa.

Enquanto ele falava, a respiração quente dele roçou de leve os cílios dela.

Foi como um choque elétrico.

Franciele desviou o olhar instintivamente.

— Estou bem!

Mas a cintura fina dela continuava presa nas mãos dele, formigando e queimando.

— Desculpe, chefe. Uma senhora num triciclo entrou na frente do nada! — explicou o motorista, apressado.

Nelson ordenou em voz grave:

— Preste mais atenção.

Enquanto ele falava com o motorista, Franciele tentava desesperadamente sair do colo dele.

Sem querer, apoiou as mãos nas pernas dele para ganhar impulso.

E então percebeu que havia algo errado.

Quando se deu conta do que estava tocando, o corpo inteiro dela congelou de choque.

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