...
A manhã chegou de forma silenciosa.
Os raios de sol infiltravam-se pelas frestas das cortinas.
Quando Franciele acordou, o dia já estava radiante lá fora.
Ela tirou as cobertas e levantou-se para fazer sua higiene.
Ao sair do quarto, surpreendeu-se ao ver Nelson sentado no sofá da suíte.
Parecia estar esperando por ela.
— Acordou? Já pedi o seu café da manhã, coma enquanto está quente.
Ele indicou com o olhar a refeição sobre a mesa de centro, falando em tom suave.
Franciele se aproximou e notou que tudo ali era exatamente do que ela gostava.
E não fez cerimônia.
Sentou-se e começou a comer.
— Eu te acompanhei nesta viagem de negócios, mas não há nada de trabalho para eu fazer? — perguntou enquanto comia.
Ela sentia que essa viagem para os Estados Unidos parecia mais umas férias.
Nelson ergueu uma sobrancelha:
— Há sim.
Franciele perguntou rapidamente:
— O quê?
Nelson a encarou com um olhar profundo e sugestivo:
— Cuidar de mim.
Franciele quase cuspiu o gole de leite que acabara de beber.
Seu belo rosto ficou completamente vermelho na mesma hora.
Ele era por acaso uma criança de três anos? Ou alguém sem coordenação motora?
Precisava de alguém exclusivamente para acompanhá-lo e cuidar dele?
Antes que ela pudesse questionar, Nelson já se explicou:
— Você é minha assistente, cuidar de mim faz parte das suas obrigações.
Franciele:
— ...
Ela respirou fundo, tentando acalmar os ânimos.
— E como você quer que eu cuide de você?
Nelson lançou-lhe um olhar de soslaio, respondendo de forma arrastada:
— Você tem cuidado muito bem de mim nestes últimos dias.
Franciele:
— ?
Quando foi que ela cuidou dele?
Exceto no primeiro dia, quando o ajudou a desfazer as malas.
Fora isso, não havia feito absolutamente nada.
Nelson arqueou levemente a sobrancelha:
— Coma logo, depois vou levar você para passear.

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