O efeito do álcool não havia se dissipado com o banho que acabara de tomar.
Pelo contrário, sua cabeça latejava intensamente.
Seu corpo ardia como se estivesse em chamas.
Nelson desabou sobre a cama enorme, enfiando-se debaixo das cobertas em um estado de torpor.
Queria apenas ter uma boa noite de sono.
No entanto, algo pareceu se mover sob os lençóis.
A princípio, achou que fosse apenas uma ilusão causada pelo excesso de bebida.
Isso até sentir um calor estranho e reconfortante se encostar em seu torso seminua.
Nelson estendeu a mão e, para sua surpresa, tocou uma pele macia.
Por mais bêbado e lento que estivesse, percebeu na mesma hora que havia algo muito errado.
Instintivamente, esticou o braço para acender a luz.
De repente, um corpo quente e macio se aninhou em seu peito ardente sem o menor aviso.
Logo em seguida, um perfume fresco e inebriante invadiu suas narinas.
Aquele aroma... parecia muito com o de Franciele.
Nelson já havia dormido com ela antes.
A fragrância natural que ela exalava naquela noite ainda estava gravada em sua memória.
Uma onda de calor abrasador começou a correr por suas veias.
Seria possível que a mulher em seus braços fosse Franciele?
Mas como isso seria possível?
Desde que ele havia pedido para que ela fosse sua mulher, ela o evitava como se fugisse de uma praga.
Por que ela rastejaria para a sua cama por vontade própria?
Talvez fosse apenas uma coincidência, uma semelhança.
Mas o que uma mulher fazia em sua cama?
Será que era a "bela estrangeira" que seus parceiros de negócios haviam enviado naquela noite?
Mas ele havia deixado claro que não a queria.
— Hum...
Mergulhada em seus sonhos, Franciele obviamente não fazia ideia de que o homem ao seu lado a estava confundindo com um "brinde" de luxo.
Muito menos sabia que, de repente, havia um homem ao seu lado, e que esse homem era Nelson.

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