Por acaso, seria fácil para ela se explicar com a Família Duarte?
O rosto de Givaldo travou.
Uma onda de insatisfação subiu instintivamente em seu peito.
Porém, lembrando-se do seu objetivo, ele engoliu a raiva.
— Eu sei que, para me separar de você, vou precisar lidar com toda essa pressão e assumir o risco enorme de enfurecer o meu pai...
Franciele mal conseguiu segurar a vontade de revirar os olhos.
Como se ela também não precisasse enfrentar pressões e correr riscos com aquele divórcio.
Só os sentimentos dele importavam?
Givaldo tirou um contrato e o colocou diante dela:
— Por isso, eu gostaria que você assinasse um acordo de confidencialidade comigo.
Franciele franziu as sobrancelhas delicadas:
— Que acordo de confidencialidade?
Givaldo olhou-a diretamente nos olhos:
— Depois que assinarmos os papéis no cartório, e até que eu oficialmente derrote o meu irmão e me torne o herdeiro da Família Cordeiro, o nosso divórcio deve ser mantido em segredo absoluto! Se a Família Cordeiro precisar de alguma aparição nossa, você terá que colaborar comigo!
Franciele abaixou a cabeça e passou os olhos rapidamente pelo documento.
Além de estipular o dever de sigilo de ambas as partes sobre a separação.
Havia também uma cláusula que determinava que, caso ela quebrasse o acordo e vazasse a notícia durante aquele período, seria obrigada a indenizá-lo pelos danos causados.
Um sentimento de extremo desgosto tomou conta dela.
Ela amassou instintivamente as bordas do papel.
Tinha sido ele quem a traíra e se interessara pela irmã dela, sendo o único culpado por aquele divórcio.
E agora, na hora de se separarem, o canalha ainda queria aproveitar a oportunidade para forçá-la a assinar um termo de silêncio?
Com direito a indenização caso ela abrisse a boca?
No fundo, se Givaldo tivesse conversado de forma civilizada, ela provavelmente teria concordado sem hesitar.
Afinal de contas, com um divórcio tão repentino, também seria complicado para ela se explicar com a Família Duarte.
Manter a separação em segredo provisoriamente era algo vantajoso e não lhe faria mal.
Mas Givaldo precisou inventar toda aquela palhaçada contratual apenas para humilhá-la.
Uma forte vontade de desafiá-lo acendeu-se no peito de Franciele.
— Quer que eu colabore com você?

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